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Hip-hop é amor bem vivo e correspondido no Super Bock Super Rock

Por BANTUMEN Fotografia: Fabio Teixeira

O espírito do hip-hop ocupou esta sexta-feira, 14, o recinto do festival Super Bock Super Rock, em Lisboa, com os portugueses Slow J e Keso e os norte-americanos Pusha T, Akua Naru e Future a demonstrarem que é um amor bem vivo e correspondido.

“O espírito do hip-hop está aqui”, disse Akua Naru ao público que assistia ao concerto no palco por baixo da pala do Pavilhão de Portugal.

Pouco antes, tal ficou demonstrado durante a actuação do português Slow J, que o movimento hip-hop adoptou, mas prefere ser “uma ponte” do que estar fechado numa gaveta, como disse à Lusa em Março, a propósito da edição de “The Art of Slowing Down”, o seu álbum de estreia.

Visivelmente surpreendido com a quantidade de pessoas que ali estavam para o ouvir, a dada altura desabafou: “vocês são tantos”.

Eram “tantos” e tinham a maioria dos temas na ponta da língua, de “Arte”, “Pagar as contas”, “Às vezes” e “Casa” às versões de “Não me mintas”, de Rui Veloso, e “Menina estás à janela”, de Vitorino, e a “Valete Bonus e Adamastor”, um “tributo” a Valete, rapper que cresceu a ouvir.

Em palco com ele teve Francis Dale e Fred Ferreira e como convidados Nerve e Papillon, dos GROGNation.

Já no final do concerto confessou não querer que o momento acabasse e que era “um prazer” estar ali. Pela salva de palmas que recebeu, depreendeu-se que o prazer foi todo do público.

Num outro palco, ainda antes de Slow J, foi a vez do portuense Keso mostrar que “o hip-hop está bem vivo”. Ao som de palavras de Agostinho da Silva, Keso entrou em palco para cerca de 45 minutos de rimas e batidas de rap consciente, aquele que faz pensar e põe o dedo nas feridas da sociedade.

Pelo mesmo palco passou mais tarde NBC, de tronco nu com umas asas de anjo, a salientar a “bênção” de estar no festival.

“Nós lutamos por isso, para que o hip-hop não seja do gueto. É de toda a gente. Eu sou a representação daquilo que eu quiser ser”, referiu, remetendo para Toda a Gente Pode Ser Tudo, álbum que editou em Novembro.

Hoje os primeiros ‘beats’ ouvidos no festival, ainda sol ia alto e o calor apertava, foram do norte-americano Pusha T. Debaixo da pala do Pavilhão de Portugal juntaram-se algumas centenas de fiéis seguidores, com temas como “Nosetalgia”, colaboração com Kendrick Lamar, “Mercy” ou “Drug Dealers Anonymous”, com Jay-Z, a serem cantados de uma ponta à outra.

Nesta equação do hip-hop, com muito do público à espera do rapper Future, os portugueses The Gift ficaram com a tarefa de abrir o palco do Meo Arena, onde apresentaram o álbum Altar para escassos milhares de pessoas.\

Future surgiu em placo com o seu MC e DJ e começou com músicas como “Rent Money”, “Super Trapper” ou “Choose One”. É claro que no line up não faltaram hits de colaborações com Drake (“Jumpman”, por exemplo), The Weeknd (“Low Life”) ou Rick Ross (“Bugatti”). Em cerca de 1h30, Future cantou  33 temas.

Além do cabeça de cartaz deste dia, o rapper norte-americano Future, actuaram no Super Bock Super Rock o projecto Língua Franca (com os rappers portugueses Capicua e Valete e os brasileiros Emicida e Rael) e os portugueses Beatbombers, Rocky Marsiano & Meu Kemba Sound e Celeste/Mariposa.

 

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