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Holly Hood: ” O segredo é o foco, a exigência e a vontade de fazer sempre melhor”

Por Tiago Firmino Fotografia: Eddie Pipocas

O nome de Holly Hood tem sido, desde 2016, uma das principais referências quando se fala do hip-hop tuga. A BANTUMEN esteve à conversa com o rapper que se tem afirmado no trap e cujo último trabalho é “Ignorante”, single que faz parte do seu próximo álbum, Sangue Ruim.

Holly Hood começou por ser um artista que acompanhava Regula em diversos concertos e, no início, o bom feedback da comunidade foi a principal alavanca para participar em mixtapes como convidado. Da Weasel e Boss AC são as suas principais influências e foi na produção, ao lado de Here’s Johnny, produtor e amigo, que começou as primeiras experiências no mundo do rap.

Em 2016, lançou o primeiro álbum, O Dread Que Matou o Golias, de onde fazem parte hits como “Fácil”, “Cobras e Ratazanas” e “Qualquer Boda”, com a participação especial de Regula, seu conterrâneo. Holly Hood decidiu dividir um álbum em três partes para lançar em alturas separadas.

“É assim que a música funciona na Internet. Temos muita música a sair hoje em dia, seja boa ou má. Hoje em dia é tudo consumido muito rápido. Um álbum com um mês de vida deixa de ser fresh. Decidi fazer desta maneira para poder estender a vida do álbum”, explicou-nos o rapper.

O feedback do público, depois deste álbum de estreia, tem sido um pouco maior do que o esperado e Holly Hood confessou que são mais as partes boas que as más. Quando lhe perguntámos o segredo do sucesso alcançado, o rapper e produtor respondeu sem qualquer hesitação: “O foco, a exigência e a vontade de fazer sempre melhor.”

Caparica. 🌌🌹🌹🌹 📷 @ivolazaro #sangueruim #odreadquematougolias #fácil #superbadallday

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Sangue Ruim é o nome do seu segundo álbum e conta com a produção de Here’s Johnny. Para Holly Hood, em comparação com o primeiro, este é um projecto mais autêntico.

“Em comparação com o primeiro álbum, este que aí vem é um projecto mais raw (cru, em português) mais in your face” (na tua cara, na tradução à letra), disse Holly, acrescentando ainda que as obras complementam-se a nível de estética. Uma primeira parte mais racional, a segunda com mais atitude e sobre a terceira o artista deixou no ar sem adiantar muito.

Sem pensar muito a longo prazo, o rapper espera até final de 2017 ter lançado Sangue Ruim. Holly Hood e a Superbad Records têm sido cada vez mais rotulados como uma das potências do hip hop em português. No elenco a editora, conta com 9 Miller, Here’s Johnny, No Money, entre outros.

Faz play e fica a saber mais sobre a nossa conversa com Holly Hood.

Tiago Firmino

Tiago Firmino

Nascido e criado na Margem Sul do Rio Tejo, tenho formação profissional em Jornalismo, na ETIC, em Lisboa. Com 22 anos, tenho mil e um objectivos, mas o dia só tem 24 horas.

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