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Jonathan Puma, a nova descoberta da Pirline

Por Lopes Paxe

Jonathan Alberto Ganga, artisticamente conhecido por Jonathan Puma (JP) jovem cantor angolano de rap e r&b começou a cantar em 2006, no Morro Bento, nos arredores da cidade de Luanda, onde cresceu e teve a primeira experiência com a música através de amigos .

A sua modéstia não o impede de sonhar alto. “Não sou melhor que ninguém, mas trabalho muito e respeito o trabalho de cada um e considero-me um artista completo”, disse à BANTUMEN.

Sobre como vê o movimento hip hop em Angola, JP é directo: “está a faltar humildade. Eu canto há 11 anos e digo que sou o mesmo. E a nova tem trabalhado muito e é bom ver esse desempenho.”

Quais são as tuas influências?

As minhas influências musicais são principalmente o Reptile. Mas gosto muito da vibe do CEF.

A família aceitou facilmente esse teu lado artístico?

É como tudo. Nenhum pai quer que o seu filho seja cantor. O meu pai queria que eu fosse contabilista, mas eu estudo e canto porque música é a minha paixão. Decidi “dar no duro” para alcançar o sucesso.

Fazes parte da nova escola, qual é maior dificuldade na divulgação da tuas músicas?

Eu digo que não faço parte da nova escola, mas considero-me um aluno especial. Não vejo dificuldade na divulgação porque os meios de comunicação agora são mais simples.

Como surgiu a parceira com a produtora Pirline?

Conheci o Reptile através do Kelson Most Wanted, num encontro ocasional. Já o admiro há muito tempo, é o meu ídolo. Passado um mês desse encontro, o Reptile ligou-me para dizer que ouviu o meu trabalho e gostaria de trabalhar comigo.

Como tem corrido essa parceria?

Tem sido muito importante visto que ele já esta no game há muito tempo. É uma nova experiência trabalhar com a old school. Bebo da sua experiência não só a nível musical como também de experiência de vida, ele tem-me ensinado muito.

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Pensas em chegar a outros mercados além Angola?

Ainda não sei como é o mercado internacional, mas a minha meta é atingir outros mercados. Não sou um cantor limitado. Quero participações que vão além do nosso mercado. Um exemplo disso seria uma colaboração com o Valete.

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O que já tens programado para este ano?

Muitas coisas vêm a caminho. O projecto da Pirline vai sair este mês, com 12 faixas e alguns vídeos. Os  meus próximos trabalhos individuais estão prontos mas ainda sem data de lançamento.

 

Lopes Paxe

Lopes Paxe

Luandense e estudante de jornalismo a dar agora os grandes primeiros passos dentro da área que me fascina.

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