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Equipa de Bobsled da Nigéria vai aos Jogos Olímpicos de Inverno

Por BANTUMEN

Trinta anos depois, uma equipa feminina nigeriana de Bobsled repetiu a incrível façanha do grupo de rapazes jamaicanos, imortalizada no filme Jamaica Abaixo de Zero, garantiu o apuramento para a próxima edição da competição, Pyeongchang 2018.

A história de um país sem tradição nos desportos de inverno voltou a repetir-se. Neste capítulo, um país africano decide aventurar-se na difícil arte de descer uma estreita pista de gelo num trenó a alta velocidade.

As estrelas, desta vez, são Seun Adigun, Ngozi Onwumere e Akuoma Omeog, que após fazerem carreira no atletismo dedicaram-se em 2015, a algo bem diferente. Adigun chegou mesmo a ser campeã africana de 100m barreiras e esteve nos Jogos Olímpicos de 2012.

A caminhada não foi fácil para estas atletas que vieram “de um continente onde ninguém se imagina a deslizar no gelo a 140 km/h”, como diz Seun Adigun, por isso, as atletas nigerianas tiveram de começar do zero. Treinaram sem gelo, no Texas, nos Estados Unidos da América, com um trenó de madeira.

Lançaram ainda uma campanha de recolha de fundos para angariar os 150 mil euros necessários à participação nos Jogos Olímpicos de Inverno. Por fim, acabaram por ser bem-sucedidas. Na quinta-feira, após completarem a participação em cinco provas internacionais, em três circuitos diferentes, como exigem os regulamentos, puderam celebrar.  Estão apuradas para o evento de Peyongchang, na Coreia do Sul, à conta da vaga continental, porque já não há mais candidatas africanas.

Seun, Ngozi e Akuoma cravaram a primeira lança africana no Bobsled e vão tornar-se as primeiras participantes nigerianas em Jogos Olímpicos de Inverno.

“Estou bastante emocionada. Fico orgulhosa de contribuir para que os desportos de inverno ganhem protagonismo no meu país. Este é um marco histórico para a Nigéria”, afirmou Seun Adigun, após carimbar o passaporte para o evento, que decorrerá entre os dias 9 e 25 de fevereiro de 2018.

Até lá, vão continuar as comparações com os jamaicanos, que participaram nas edições de 1988, 1992, 1994 e 1998 (e deixaram sementes, que levaram o país regressar aos Jogos de Inverno em 2014). “O que esses homens fizeram foi muito especial. É uma honra que pensarem que estamos a dar continuidade ao seu legado”, conclui Seun Adigun.

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