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Orlando Sérgio fala-nos sobre a esperança na mudança na cena política angolana e na falta dela no que toca ao mundo das artes

Por Eddie Pipocas

Orlando Sérgio é um malangino, de 1960, um actor que quase se formou em medicina e que vive há vários anos em Portugal. O seu nome consta nos créditos de filmes como Cartas da Guerra (2016), Corte de Cabelo (1995) e O Herói (2004). Contudo, o seu primeiro amor é o teatro, onde se distinguiu como o primeiro actor negro a desempenhar o papel de Othelo, de William Shakespeare – até então, os actores brancos pintavam-se para poder representar “correctamente” a personagem.

Numa semana de viragem na política angolana, a BANTUMEN esteve à conversa com Orlando Sérgio para conhecer as suas expectativas em relação ao futuro do país que o viu nascer.

O homem que, em 2001, ganhou o prémio de Melhor Actor do Ano, atribuído pelo Governo Provincial de Luanda, pelo seu papel de Diogo na novela “Quem me dera ser onda” e que é fundador da Associação de Teatro Universitário de Angola, na Universidade Agostinho Neto, acredita que estamos num patamar de mudança em Angola. Orlando esteve envolvido na cena política angolana antes da independência, chegando a estar preso na cadeia de São Paulo, em Luanda. Foi militante de extrema esquerda mas os ventos da democracia levam-no a transmitir uma mensagem de esperança. “Espero que ele seja prudente [João Lourenço]. A Constituição confere um poder exacerbado ao Presidente da República e eu espero que ele saiba usá-lo com parcimónia e sem sobressaltos.”

Sobre as artes, o actor acredita que infelizmente “não vai ser um bom momento. Quando houve dinheiro não se investiu na Cultura porque tinha que se investir na segurança e depois de seguro fooi segurança, segurança e pouca cultura. Portanto, o novo candidato vai ter de pintar a casa novamente.”

Vê a entrevista completa no vídeo abaixo.

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