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Pongo Love regressa 9 anos depois de “Wegue Wegue”

Por Eddie Pipocas Fotografia: @tegvs

A ex-integrante dos Buraka Som Sistema, Pongo Love, está de volta ao estúdio e prepara-se para lançar um EP no primeiro trimestre de 2018.

A cantora escolheu a Mo’Kubiko e o produtor Condutor para se preparar para este regresso ao estúdio e aos palcos. Fomos convidados para ouvir algumas maquetes do projecto completo no estúdio na Linha de Sintra.

Agora com 26 anos, Engrácia Domingues, uma das maior impulsionadoras do Kuduro progressivo, fez parte do primeiro álbum de originais dos Buraka Som Sistema, lançado a 21 Setembro de 2008. No álbum, além de Pongo Love contam-se também as participações especiais de M.I.A, Virus Syndicate, Deize Tigrona, Puto Prata e Dj Znobia. O single ” Kalemba (Wegue Wegue)”, em que a cantora deu voz, acabou por fazer parte da banda sonora do videojogo Need for Speed: Shift[1] e do jogo FIFA 10.

Passados quase dez anos da sua aparição em grandes palcos, a BANTUMEN fez parte da listen session do novo projecto da cantora, que agora assina apenas como Pongo.

Na ausência de uma DSLR e para aproveitar o momento, gravámos uma entrevista vídeo com o auxílio de um iPhone 7 e 7 Plus ligado a um microfone da Rode.

O single “Está na Moda” é a primeira faixa promocional do projecto, que deve começar a tocar ainda este mês de Dezembro. Podes ouvir um trecho do som na entrevista abaixo.

A ginga já lhe corre na sangue desde o tempo em que percorria o bairro da Cuca, em Luanda. Mas é em Queluz, Sintra, que descobriu primeiro a dança e depois microfone no meio do Kuduro lisboeta.

O primeiro palco foi pisado, depois de ser descoberta pelos Buraka Som Sistema, num concerto mítico no MusicBox, ne Cais de Sodré.

Hoje, a diva dum Kuduro mestiço e progressivo, escreve e interpreta as suas próprias canções.
Pongo incarna a renovação do género, misturando as suas raízes africanas: langa, zaïco, com EDM, bass music, dancehall e pop melódica. A sua voz poderosa, ritmada, mas igualmente frágil e sensível, arrasta-nos para o seu universo envolvente, aos confins da dança e da saudade. Lá, onde ninguém nos tinha levado antes.

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