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“Trap C’est La Vie”, a vida de Kombat

Por Eddie Pipocas Fotografia: Eddie Pipocas

Como a maioria sabe, a Margem Sul do rio Tejo, em Lisboa, é bastante profícua dentro do movimento hip hop tuga. Do Barreiro trazemos Kombat, um filho do rap, com trap no sangue, que depois de mais de dez anos de vida no Reino Unido. Foi lá que abriu horizontes a novas sonoridades dentro do rap e aprimorou as suas habilidades artísticas.

Kombat é de Casquilhos e porta o 2830 – código postal da zona – no peito. É filho de Bad Spirit, nome artístico do pai que também já foi rapper e que hoje se dedica ao reggae. “O meu pai era rapper, Bad Spirit. Conhecia os rappers todos, desde pequeno que me dava as cassetes para ouvir… do Chulage, do sam The kid, Valete. Sempre tive rap na minha base, desde pequenininho. ”

Aos nove anos foi para Londres e voltou com 22 anos para Lisboa. “É por isso que canto em inglês. Eu não sei escrever muito bem em português, escrevo dez ou vinte vezes melhor em inglês”, explicou-nos.

As suas influências musicais giram à volta das pessoas com quem partilha uma amizade. “Qualquer rapper que esteja a fazer algo de grande no hip hop, e que eu vejo que está a fazer a cena certa e a sério, é uma influência. Mas oiço [principalmente] Regula, Mota Jr, Landim, o 9 Miller, e se eu falar de Cbiz [rapper inlgês] provavelmente poucos vão conhecer, mas de resto são esses os nomes que me influenciam. E por norma são gente que estão à minha volta, que conheço. Isto porque, hoje, em dia há muita gente que só fala por falar e eu não sei se o que dizem é verdade, por isso, a nível de influências, é à volta dos meus, aqueles com quem eu me dou”.

Para conheceres melhor quem é Kombat e o porquê de se considerar um trap artist, vê o vídeo da entrevista com a BANTUMEN. Entretanto, podes esperar pela próxima mixtape do rapper, Trap C’est La Vie, que vai ser disponibilizada no dia 13 de Setembro.

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