Apresento-me rapidamente para que não vos surja a questão “mas você é quem?”. Sou uma jovem com origem na etnia umbundu. Tenho uma certa influência europeísta na forma de pensar e, o mais importante no contexto deste espaço: gosto de homens. Aprecio observar, estar, falar e com alguns gajos gosto mesmo de ir para a cama. E sim, também possuo poucas papas na língua.

Quero falar-vos de perfumes, hoje.

Há homens que se perfumam como se colocar litros da tal essência no corpo fosse suficiente para elas caírem imediatamente de quatro. Não. Desenganem-se. Há mulheres que preferem outras posições no que toca à abordagem masculina num qualquer ambiente. O perfume é como o álcool nas estradas, ‘tão a ver? Usem moderadamente.

Não se esqueçam que antes de elas vos poderem cheirar já vos tinham visto lá do fundo, portanto, o interesse do sexo feminino na vossa pessoa nunca partirá isoladamente do odor que exala do vosso corpo. Antes de vos cheirar, ela já tinha gostado (ou não) da forma como andas, como pegas no copo, como tens a barba feita, ou até mesmo das tuas mãos. O perfume é só um bónus. Um bónus que pode bater na rocha se premir pelo exagero.

Há perfumes que enjoam. Enjoam de tal modo que são razão suficiente para não se querer voltar a estar com determinada pessoa. Falo por mim. Agora que penso nisso, já devo ter perdido gandas madjés por causa dessa pancada.

“Então, mas tu só papas gajos que ponham Nivea na cara e saiam de casa assim?”, perguntam vocês. “Não”, respondo eu. Eu também papo gajos que ponham Nivea no corpo todo e saiam de casa assim. Vá, e alguns perfumados com outros encantos também!

Em suma, mais do que usar Hugo Boss e dos Paco Rabanne desta vida, faz com que a tua principal essência seja a lembrança boa do nome que levas no BI e não no frasco de perfume.

E agora, vai lá pôr duas gotinhas atrás de cada orelha!