Ele é bailarino, jovem e angolano. Em conversa com a BANTUMEN, Bonifácio Áurio abriu as portas das experiências profissionais que tem tido nos últimos tempos, revelando-nos como tem sido levar para todo mundo o semba e a kizomba “na mochila”.

Mr. Tuffas, como gosta de ser chamado, foi bailarino amador durante muito tempo, mas um dia teve a oportunidade de se internacionalizar a si e ao seu trabalho.

1Bonifácio Áurio

2011 foi o ano da “virada” com a sua participação num concurso internacional de kizomba produzido pela Mukano Produções, tendo ficado em 4º lugar. A persistência foi o seu ponto forte e um ano mais tarde, com a força e incentivo de amigos, venceu o mesmo concurso em Angola. Depois dessa vitória , voltou a sagrar-se campeão no concurso “África a dançar”, em Portugal.

“Depois daí já não foi complicado”, confessou Bonifácio. Mr. Tuffas começou a ser convidado para dirigir vários workshops de ritmos africanos, pelo mundo.

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“Só conseguimos fazer passos e truques, se estivermos constantemente a ensaiar. Crio movimentos novos em qualquer parte do mundo. Não é por estar em Angola. Eu procuro cenas novas e Angola é só o meu título”, referiu Mr. Tuffas querendo passar a ideia de que nem só de e em Angola vive o semba e a kizomba mas de toda a vontade de levar a nossa cultura mais longe.

Quando lhe pedimos para comparar entre a música e a dança, Tuffas não tem dúvidas: “A música entrou há mais tempo, mas a dança deu um “boom” maior ao estilo kizomba, mas não podemos separar uma da outra. A tarrachinha tem muito aquele lado de aconchego, tu e eu, de aperto…”, explica.

Bonifácio Áurio

Hoje, Bonifácio tem inúmeros convites a nível mundial, o que o faz concluir que as pessoas gostam do seu trabalho. Durante a nossa conversa, aconselhou a quem queira aprender kizomba que tenha gosto e entrega.
O dançarino não consegue escolher uma geografia onde lhe dê mais prazer actuar. “Cada sítio a que eu vou tem um tchan fixe. Para além de Portugal os sítios onde mais vou são Espanha e Holanda. Sei que as pessoas gostam de mim, quando me voltam a convidar”.

“Quero ser um mártir da dança e um dia ser homenageado por isso”, concluiu.

Tuffas!