Porque será que nos dedicamos tanto àquelas partes bulbosas, salientes e arredondadas, situadas no peito das mulheres?

Os cientistas nunca tiveram uma explicação satisfatória para a nossa curiosa fixação por seios, mas agora, um neurocientista conseguiu uma explicação, em que ele diz “apenas faz muito sentido”.

Larry Young, um professor da Universidade de Emory, situada em Atlanta, nos Estados Unidos da América, que estuda a base neurológica de comportamentos sociais complexos, pensa que o humano aproveitou um circuito neuronal ancião que evoluiu originalmente para fortalecer o vínculo mãe-bebé durante a amamentação e agora usa esse circuito para fortalecer o vínculo entre os casais. O resultado? Nós, assim como os bebés, adoramos mamas!

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Quando as mulheres amamentam, os seus mamilos são estimulados, a hormona oxitocina, conhecida como a “droga do amor”, inunda o cérebro delas, auxiliando-as a focarem a sua atenção e afecto no bebé. Mas, pesquisas feitas nos últimos anos mostram que, nos humanos, esse circuito não é reservado exclusivamente para os bebés.

Estudos recentes descobriram que a estimulação do mamilo aumenta a excitação sexual, na grande maioria das mulheres e que activa as mesmas áreas cerebrais que a estimulação vaginal e clitorial. Quando nós tocamos, massajamos ou mordiscamos os mamilos delas, isto estimula a libertação da oxitocina nos seus cérebros, tal como quando as bebés nascem, explica o professor Young. Mas neste contexto a oxitocina foca a atenção da mulher no seu parceiro sexual, reforçando o seu desejo de se relacionar com a pessoa.

Por outras palavras, nós podemos-nos tornar mais desejáveis para elas estimulando-lhes os seios durante os preliminares e o sexo.

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A atração pelos seios é um efeito de organização do cérebro, que ocorre nos homens quando atingem a puberdade. A evolução selecionou esta organização cerebral nos homens, de modo a que estes se sintam atraídos pelos seios num contexto sexual, pois como resposta a este acto, ocorre a activação do circuito de união com as mulheres, fazendo com que as mulheres se sintam mais unidas a eles, explica o professor Young.

Então porque é que esta alteração evolucionária atingiu só humanos e não outros mamíferos? Estudos apontam para o facto dos humanos terem relações monogamicas, enquanto que 97% dos restantes mamíferos, não. Outro ponto talvez seja o facto de o acto sexual ser car-a-cara, o que providencia mais oportunidades de estimulação dos mamilos durante o sexo.

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Mas a nova teoria do professor Young enfrentará por si só um escrutínio. A antropóloga Fran Mascia-Lees, que já escreveu muito sobre o papel evolucionário dos seios, questionou-se: “Então e naquelas culturas Africanas, por exemplo, em que as mulheres não cobrem os seios, e os homens não parecem excitar-se com isso?” A resposta é muito simples, lá porque os seios não estão cobertos, não significa que se forem massajados e estimulados não sejam fundamentais para os preliminares e o sexo em si. Eles podem não demonstrar esse desejo, porque em primeiro lugar está a amamentação dos bebés, mas no acto sexual são atraídos e desejam os seios, como qualquer homem.

Assim, de uma forma muito cientifica, fica já a dica para poderes dar na garina, não somos nós que somos obcecados pelas maminhas delas, elas é que nos atraem para lá, para que nós as estimularmos, malandras!