Estatísticas mostram que estamos a viver mais, mas que estamos a usar o nosso tempo extra para fugir do ginásio, fumar e consumir fast-food. Um dos investigadores diz que “o cancro é primeiramente uma doença de pessoas idosas. Se as pessoas vivem mais, algumas irão contrair cancro a alguma altura.” Sempre que uma célula no nosso corpo se divide, há uma hipótese de que ocorra uma mutação e que esta, em vez de ser uma célula de pele, pulmões ou pâncreas, se transforme em algo esquisito. Quanto mais tempo vivemos, mais rolam os dados. Segue estes conselhos sobre como combateres os cinco tipo de cancro mais fulminantes.

Cancro do pulmão

A saber: Aqui já sabes o que é importante (e se ainda lutas para largar os cigarros, estas dicas devem ajudar) mas mesmo livre de fumo, os pulmões estão em risco. O aumento do tráfego aumenta a incidência de cancro do pulmão localizado. As caminhadas ou corridas perto de estradas e tráfego são muito perigosas, as respirações profundas acumulam partículas de poluição nos pêlos internos do nariz (que funcionam como filtros) e o arrasto destas por acumulação, são mortais para os pulmões.

A fazer: varie os vegetais para manter a sua respiração. Um estudo publicado na Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention  mostra que ter uma alimentação rica em frutas e vegetais está associada a uma diminuição drástica no risco de cancro do pulmão.

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Cancro da próstata

A saber: O perigo aqui é quando este se desenvolve cedo, quando o homem é jovem. O histórico familiar é um sinal de alerta. A evitar a 100% reter a urina, é por isso que é uma doença muito associada a motoristas — estes não têm WC no seu local de trabalho e evitam até ao limite parar o carro para urinar — paga-se caro. Os check-ups regulares são fundamentais para a prevenção e evite os esteróides.

A fazer: ejaculações regulares — acompanhado ou a solo — mantém os canais prostáticos limpos.

Cancro do intestino

A saber: A devoção por materiais brancos é mau para o intestino. E não apenas esteticamente. Estamos a falar do açúcar, estudos em ratinho mostram que o excesso de açúcar pode levar á produção de pólipos no intestino.

A fazer: as principais causas deste cancro são a má alimentação e ingestão de álcool. Outra boa noticia, está mesmo á tua porta. Estudo mostram que a vitamina D (aquela que conseguimos através da exposição solar) activa as nossas células de defesa contra o cancro (as células-T), prevenindo a expansão de mutações.

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Cancro do esófago

A saber: atenção ás bebidas quentes. Um estudo publicado na BMJ com chá quente, especificamente beber e gargarejar bebidas acima de 70ºC, aumentam em cerca de oito vezes mais, a hipótese de se ter cancro na garganta.

A fazer: cuspir sangue deve ser um sinal de alerta. Pesquisas encontraram uma associação entre a má higiene bucal e o cancro na garganta, os dentes em falta ou infectados indicando um aumento de risco de problemas esofágicos.

Cancro no pâncreas 

A saber: muitos homens não sabem que o têm até que este se torna inoperável, daí que apenas um terço dos doentes sobreviva. Como quase tudo o que se encontra nesta lista, fumar é o seu maior risco (a sério, deixa esse vicio), mas os teus 20 biscoitos por dia, também te colocam em más condições; estudos mostram que o diagnostico da diabetes tipo 2 está ligada ao aumento de problemas no pâncreas.

A fazer: Um analgésico diário pode poupar alguma agonia grave. Um estudo na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention aponta para uma dose baixa de aspirina diária, durante seis anos para baixar o risco do cancro pancreático em 39%, sendo que, manter o hábito por mais quatro anos pode prolongar esta diminuição para 60%. Mas nada de te automedicares, primeiro consulta o teu médico e avalia o teu histórico de saúde.