A indústria da moda e os padrões de regulação de anúncios têm sofrido um relacionamento bastante volátil por algum tempo. O desejo de sedução, venda e conquista de atenção, têm levado muitas marcas de moda a recorrer a sugestivos e até extremos métodos visuais — via sexo, violência ou comentários sociais — para que consigam noticiar o seu produto e fazer manchetes. Estas são as 10 campanhas de moda mais controversas e mesmo chocantes de sempre:

Alexander Wang Denim 

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Inspirando-se nas táticas de provocação de anúncios de gangas da Calvin Klein, o designer Alexander Wang ofereceu uma igualmente tentadora campanha visual com esta Steven Klein 2014, com a modelo Anna Ewers. Wang disse ao jornal de moda WWD: “não é provocante apenas em termos sexy, mas provocante no sentido de gerar conversa… Não estou a ditar qual é a mensagem exactamente. A parte interessante é ver como as pessoas o interpretam e o que têm a dizer á cerca disso. Claro que existirão pessoas que discordam.”

“Fashion Junkie” 

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A Sisley, afiliado do grupo Benetton, não é certamente estranha em campanhas publicitárias picantes. Empregando, muitas vezes, insinuações sugestivas que retratam cenários bastante preocupantes, o marca italiana fez mais do que algumas cabeças girar com a sua ambígua campanha “Fashion Junkie”, como foi visto na China, em 2007.

Supreme x Terry Richardson x Vanessa Veasley

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Fotografado em 2010 por Terry Richardson (naturalmente) estas imagens com a modelo Vanessa Veasley foram criadas para a promoção de vestuário e acessórios da coleção Supreme e foram destaque na sua publicação Supreme Book, vol.6.

Diesel “Foursome” Ad

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Alguns podem reivindicar uma múltitarefa hábil, outros, sexismo sem gosto. De qualquer forma, esta campanha de 2007, pelo pilar italiano Diesel, levou muitos grupos feministas a reagruparem-se e proibirem o anúncio, que consideram de gosto lascivo e chauvinismo agudo.

“G Marks The Spot”

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Tom Ford e Mario Testino foram criativos na sua campanha, em modo jardinagem, na colaboração com a Gucci, em 2003, designada “Pubic Enemy” (inimigo púbico). Neste verifica-se um modelo masculino situado nas regiões intimas de uma mulher que depilou nos pêlos púbicos, “G”, o anuncio foi condenado por ser “Vil, grosseiro e degradante para as mulheres”.

“Change Style. Don’t follow your leader”

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O retalhista italiano New Form causou uma grande agitação quando decidiram dar um estalo no rosto de um dos vilões mais abomináveis da história, Adolf Hitler, num dos seus anúncios em 2010. O anúncio perturbou obviamente mais do que alguns cidadãos italianos, levando a Councillor Rasario Filoramo a emitir uma declaração: “O uso da imagem de uma pessoa que foi responsável pelos piores capítulos, dos últimos séculos, é ofensivo para os princípios constitucionais do nosso país e para os cidadãos sensíveis.”

Tom Ford for Man

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Fotografado pelo próprio King of Sleaze, Terry Richardson, as campanhas de promoção da marca, em 2007, da primeira fragrância Tom Ford para homem, exploraram a noção “venda sexual” ao seu potencial máximo. Devido a ser considerado um anuncio com conteúdo pornográfico, foi banido em muitos países.

Dolce & Gabbana’s Gang Rape” Ad

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A casa histórica Italiana levantou algum calor com esta imagem, que descreve a modelo Alessandra Ambrosio presa e cercada por um grupo de modelos masculinos. Foi banido em Espanha pois a Organização das Mulheres considerou o anuncio “para lá de ofensivo, com cenas evocando um estupro colectivo e cheirando a violência contra as mulheres.”

FLY53 Gun Ads

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O que parece uma cena do filme Gaspar Noé, é na verdade uma das campanhas da marca de streetwear Inglesa FLY53, em 2010. Os anúncios ameaçadores foram proibidos em alguns países, “Considerou-se que a representação de anúncios com armas de crime é susceptível a ser visto como tolerância á violência real.”

Tights

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A campanha pseudo-pornográfica da marca American Apparel tornou-se lendário para a marca de moda. Com um talento especial para cortejar a controvérsia, os anúncios da marca têm sido apelidados de tudo, desde chauvinistas a predadores sexuais.