Apesar de ser uma doença evitável e com cura, a cada minuto morre uma criança com malária em África, contribuindo assim para uma das doenças com maior taxa de mortes. Mas os cientistas estão em cima do problema e a trabalhar no controlo de medidas, tratamentos que combatam parasitas resistentes e até vacinas. Mas talvez tenhamos outra valiosa adição ao arsenal anti-malária no horizonte. Pesquisadores acabam de desenvolver um teste de diagnóstico rápido que não requer uma única gota de sangue.

Isto não sugere que o problema está na recolha de uma amostra de sangue, mas a recolha desta amostra requer análise e esta sim, pode demorar algum tempo. Requer técnicos especializados para a poderem analisar com precisão e certeza, reagentes químicos e um laboratório equipado, o que envolve muito dinheiro. Num sistema minimamente funcional, a análise de uma amostra de sangue, para se saber se tem malária, demora cerca de uma hora.

Já existem alguns métodos que usam a impressão digital, estes não requerem profissionais especializados, mas por vezes dão falsos resultados. Além disso são equipamentos dispendiosos, com pouca durabilidade e não são estáveis em climas quentes. Portanto, nada eficaz no diagnóstico, nem para onde ele é realmente necessário.

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Impressionantemente parece que este novo dispositivo vem resolver estes problemas, e é o primeiro dispositivo não evasivo, funcional, de sempre, o que é fantástico, tendo em conta o organismo que causa a malária, Plasmoduim falciparum, é um agente patogénico sanguíneo.

Como descrito no Emerging Infectious Diseases, este dispositivo funciona com o uso de lasers de baixo custo, que efectuam pulsos energéticos inofensivos nos vasos sanguíneos, através da pele, que subsequentemente são absorvidos por pigmentos de resíduos cristalinos produzidos quando o parasita da malária digere sangue, mais especificamente hemoglobina.

Este aparelho consegue detectar infecções em apenas 20 segundos e não necessita de quaisquer reagentes, estima-se que este projecto custe cerca de $100 milhões por ano. Funciona com bateria, não necessitando de estar sempre ligado á eletricidade e os testes não necessitam de um técnico especializado. Cada aparelho deve custar cerca de $15,000 USD ás clinicas e hospitais, uma única unidade deve ser capaz de testar 200 000 pessoas.

Neste momento o aparelho encontra-se nos ajustes finais em laboratório, em seguida será testado em África, para verificar a sua eficácia.