Desde a criação da sua marca com o seu nome, em 1991, o designer francês de sapatos, Christian Louboutin, tornou-se sinónimo de poder, prestigio e classe, graças ao seu design irritantemente sexy e extremamente criativo.

Menos conhecido é o facto de que a Louboutin produz uma linha de calçado masculina — que devia estar sobre o radar de todo o entusiasta de sapatos.

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Em Nápoles, Itália, encontra-se a fábrica, onde artesãos de qualidade criam estes raros e estimados objectos. Esta área é já conhecida em todo o mundo pela produção de calçado de alta finalidade, continuando uma tradição que remota ao século 19, explodiu culturalmente após a 2ª Grande Guerra Mundial. O processo de produção por detrás dos sapatos da Louboutin é inteiramente feito á mão e consiste num mínimo de 30 passos. Peles finas e tecidos precioso (como caxemira e gorgorão), são cortados, costurados e combinados — mas tudo começa com um desenho.

Os esboços de Louboutin e a sua equipa são concretizados em formas e transformados em desenhos tridimensionais. O produto padrão obtém uma série de peças planas que são usadas para a produção de um protótipo e — assim que o protótipo final é aprovado pelo designer — produz-se. O processo de corte é a chave e é também feito á mão. Dependendo da peça de pele, as partes individuais são posicionadas cuidadosamente e cortadas de modo a deixar tão poucos restos quanto possível. São precisos pelo menos 15 anos de experiência para se tornar um cortador profissional e é incrível de assistir o quão precisas e rápidas são as mãos dos profissionais deste oficio.

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A precisão é de máxima importância, quando se trabalha com materiais preciosos como pele de crocodilo. Neste caso especifico, apenas uma pele de animal pode ser usada por sapato. A pele é escolhida muito cuidadosamente de modo a que os dois sapatos fiquem o mais idênticos possível, sendo que cada animal é único. Uma vez mais é uma questão de visão afinada e experiente. As peças de pele são planas após o corte, mas rapidamente ganham a forma da parte do pé que irão cobrir. A curvatura é obtida através do uso de maquinaria que combina pressão e temperatura.

Em seguida ocorre a costura. As peças diferentes que formarão a parte superior unem-se meticulosamente. “Uma única parte superior pode ser feita de 12 materiais diferentes,” revela um dos gestores de produção. Os artesãos concentram-se nas suas máquinas de costura com intensidade á medida de cada ponto, é uma questão de milímetros, especialmente com os complexos projectos de Louboutin.

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Uma sola vermelha age como uma declaração e assinatura de Louboutin. Curiosamente, essa cor não é obtida por processo de tintura, mas com um método de envernizar secreto. “Isto complica um bom bocado o processo,” partilha o gerente de produção. As solas chegam á fábrica de diferentes facilidades de produção e para evitar arranhões e falhas, eles são protegidos por uma película transparente. Esta é apenas removida mais tarde, quando os sapatos são colocados nas caixas.

Um artesão espalha uma mistura especial de cortiça e cola no interior da sola, para unir a sola interior á exterior; esta vai funcionar como uma almofada, tornando o sapato muito mais confortável. Esta (também secreta) mistura é mantida dentro de uma lata amarela com um logotipo de uma muito famosa casa de champanhe francesa.

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A fase de costura da sola consiste em vários passos minuciosos — até mesmo complexos. As mãos dos artesãos alternam facilmente de cortadores de escovas, a rodas dentadas, para varas de cera. A sua elegância lembra um músico clássico qualificado.

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Assim que os sapatos estão completamente montados, é hora de polir. A pele é cuidadosamente e repetidamente acariciada com panos de puro algodão, por cerca de uma hora, usando verniz Francês e outras poções. A pele de crocodilo, contudo, vem para a fábrica Louboutin em branco (estas peles brancas são designadas “crosta”) e não é tingida até que o sapato esteja completo. Como passo final, os artesãos embebedam um pano com a cor e literalmente pintam a parte branca superior, muito rapidamente e com extrema precisão. Este processo garante sombras de cor intensas e profundas, desde que os pigmentos não tenham sido aquecidos ou tocados durante a produção.

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Antes de saírem da fabrica, os sapatos são inspeccionados e todas as arestas pintadas tom-a-tom, com um marcador, deixando o sapato afinado e visualmente uniforme — o processo torna-se um circulo completo com mais desenho. É um gesto onde se sente verdadeiramente a assinatura desta equipa de artesãos Napolitanos — e um vínculo a Paris e á criatividade de Christian Louboutin.