Não basta ser boa intérprete, ela acumula um sucesso atrás do outro. Não basta ser polémica, ela trata as desavenças por tu. Há quem a ame, mas também há quem a odeie, devido à sua postura imutável. Opiniões à parte, Ary escangalha e comprova a boa saúde da música nacional sempre que sobe a um palco, fazendo jus à efervescência que corre nas veias do puro mwangolé.

Numa conversa amena, Ariovalda Eulália Gabriel fez saber de onde vem, para onde vai e onde pretende chegar. Quem diria que a concorrente do “Estrelas ao Palco”, afastada na terceira eliminatória, se transformaria numa “fábrica” de hits e seria a Melhor Voz da Lusofonia?

Mas não só de “escangalhos” é feita esta edição, em que entrevistámos o General Kambuengo, Eduardo Paím para os mais distraídos. Prestes a completer 40 anos de carreira, o kota fez-nos uma resenha da sua carreira, afirmando que se sente valorizado pelo povo angolano.

Fomos saber mais sobre a trajectória de outra diva, desta vez da dança. Na primeira pessoa, a “autoridade” da dança contemporânea e inclusiva, Ana Clara Guerra Marques deu o seu parecer sobre os entraves ao crescimento da dança artística em Angola.

Para terminar, convidamo-lo a ler uma entrevista com Lucas de Brito, o ex-cantor pió que se revelou um invicto no music hall angolano. Por fim, Maya Cool dá a cara pelos músicos, apontando o dedo aos “separatistas” e apoiando a união das classes.

Por Naucira Rodrigues
Editora da revista Carga