Em algum momento do nosso dia ou das nossas vidas, quer seja no trânsito, na fila da magoga ou até mesmo na “parage”(m) do táxi, pensamos em estar infiltrados nesta imagem.

Boa notícia: falamos da Ilha Maurício, situada no oceano Índico tal como a sua homóloga Maldivas, mas pertencente ao continente africano. Aproveitando para esclarecer que, ao contrário daquilo que nos é ensinado pelos “donos” da língua portuguesa, a ilha é uma e tem o seu nome em homenagem ao Príncipe Maurício de Nassau. Não são ilhas, não são Maurícias, ao contrário das Ilhas Maldivas, que é um arquipélago, é a Ilha Maurício, esticando um pouco aceitamos Maurícia, mas sem plurais falsos. Sejamos rigorosos no “menos” para ser mais fácil no “mais”.

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A Ilha Maurício é um bom local para se descansar, com praias dignas de postais, que vão sendo substituídos pelas selfies. A ilha divide-se pela Costa Norte (a Grand Baie), Costa Sul, Costa Este e Costa Oeste.

Na Costa Norte, temos a parte mais turística, com desportos aquáticos, scuba diving, discotecas e pubs e depois os grandes e luxuosos resorts dos quais o Oberoi, Royal Palm, Le Victoria, Le Maurícia, Paradise Cove and Spa. Para os turistas mais jovens este é o local ideal da ilha.

Na Costa Sul, mais perto do aeroporto, temos os grandes campos de golfe e os mais bonitos e preservados recifes de mergulho. Os hotéis a destacar: Shandrani Hotel Resort and Spa, Shanti Maurice, Le Telfair.

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Na Costa Este temos o famoso e prestigiado Constance Le Prince, com os seus bungalows por cima da água tão conhecidos e procurados pelos honeymooners (casais em lua de mel).

Na Costa Oeste, por fim, é o lugar conhecido por ter as praias mais bonitas, entre elas a praia de Flic én Flac. Areia branca e água límpida é a característica desta zona. É o local adequado para aqueles que procuram realmente descanso e tranquilidade. Os destaques para os hóteis são o Hilton, La Pirogue, The Sands e o Maradiva Villas Resort and Spa.

A ilha não tem uma língua oficial, sendo ao mesmo tempo um país de língua inglesa e francesa, podendo se encontrar também muitos falantes do crioulo. Tem uma gastronomia com grande influência indiana, devido ao grande número de imigrantes que habitam na ilha, no entanto é possível encontrar-se também influências francesas em grande parte dos restaurantes.

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A ilha tem um clima tropical quente com duas estações (quente e húmida, fria e seca) o que faz deste destino o local ideal durante o ano todo, no entanto, para nós habituados a altas temperaturas deve ser evitada a estação fria e seca de Maio a Setembro, com temperaturas entre os 19ºC à 29ºC. Se ainda assim decidir por esta época, evite a costa Este conhecida por ventos fortes nesta época.

O melhor de tudo: esqueçam filas e burocracias, angolanos não precisam de visto para entrar no país, sendo necessário apenas o visto para a África do Sul, país onde se faz a escala, seguido do carimbo de autorização que é dado no aeroporto da ilha. O custo da estadia nesta ilha é relativamente bom tendo em conta aquilo que oferece, de qualquer forma, para os possuidores de bilhões este facto é irrelevante – já dizia Dr. Agostinho Neto “contra milhões ninguém combate”. Portanto não seremos nós a fazê-lo – mas para aqueles de carteiras mais normais, cuja viagem pode afectar verdadeiramente na compra de futuros saldos da Unitel, a notícia é boa: com 500/600 mil kwanzas (falamos kwanzas pois nem sequer conseguirão dólares) é possível ter uma estadia de 15 dias com bilhete de viagem incluídos. As agências de viagens oferecem pacotes que podem ser pagos a partir de cá o que facilita a vida de todo mundo.

Faça boa viagem!