A nossa identidade é o lugar de onde nos sentimos oriundos, assim como a nossa casa “é onde o nosso coração está” – sempre gostei desta dica. A identidade de Naára Saturnino é africana, apesar de ter nascido em Lisboa.

Naára é criadora. Nunca se interessou em fazer parte do mundo da moda e dos seus círculos sociais. A sua pretensão sempre passou mais pelo estilo e pelas roupas.

“Não me lembro exactamente do primeiro trabalho que fiz porque comecei por fazer roupa para mim, até que algumas amigas acharam piada e começaram a pedir-me para fazer para elas e foi assim que surgiu a Kahumbi e o seu conceito: a Kahumbi é minha mas para os outros”, afirmou a criadora em entrevista à BANTUMEN.

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Uma euro-africana que passou a sua vida entre Lisboa e Joanesburgo e junta simplicidade e complexidade no seu processo de criação. Apesar de toda esta dualidade de termos o processo de criação é muito individual “traduzindo-se, não necessariamente por esta ordem, em conceito, história, cores e formas”.

A inspiração desta jovem criadora surge das mais variadas fontes. “Pode ser através duma conversa, de uma pessoa, de um filme,de uma viagem…toda a forma de arte me pode inspirar”, afirmou.

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A sua identidade africana, referimos já, revela-se pela cor da pele, pelo sangue, pelo sentimento de pertença e por se identificar com o continente. Sente que tem algo para transmitir ao mundo, porém, nem todas as pessoas conseguem “ver além da saia bonita e rodada”.

Podemos encontrar as suas peças de roupa no seu atelier em Lisboa, sob marcação prévia.