Atirar alguém para uma piscina gelada pode não soar como a melhor cura para um ataque de pânico. Contudo, estudos recentes poderão sugerir o contrário, mas atenção, não comeces a atirar pessoas para a piscina só porque sim, ok?

O efeito energizante da água gelada é conhecido desde há muito tempo. Seja um curto chuveiro “afiado” para começar o dia ou um mergulho emocionante à meia-noite num mar salgado, água fria é a maneira infalível de nos despertar. E foi sempre assim. Ao longo da história humana, a humanidade comemorou a imersão na água: desde o antigo mergulhador grego Paestum, ao baptismo de corpo inteiro de Jesus no rio Jordão, à moda de hoje do “nadar selvagem”.

A hidroterapia é uma pratica anciã. Mas apenas há pouco anos, pensa-se, que os cientistas e médicos tenham verdadeiramente começado a investigar o porquê da água gelada, nos fazer sentir tão incrivelmente bem. A um nível cosmético, a água gelada comprime os poros e nivela os folículos pilosos — daí o mantra da lavagem final do cabelo com água fria, para dar um brilho extra aos cabelos, pelos cabeleireiros de longa data. A água gelada também promove a drenagem linfática, levando ao melhoramento da circulação e ajuda a estimular a perda da gordura castanha, que pode resultar na perda de peso. Um estudo de 2009 na New England Journal Medicine sugere que um banho gelado por dia, pode levar-te a perder cerca de 4 Kg por ano.

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Muito mais extraordinário é o efeito da imersão em água gelada na saúde mental. Em meados dos anos 90, médicos Alemães descobriram que nadar em águas geladas reduz os níveis de ácido úrico, resultando num ‘endurecimento’ do corpo, o que significa que os pacientes eram capazes de lidar melhor com o stress, a longo prazo. Estar sentado numa piscina de água fria também diminui os rácios cardíacos, em cerca de 10%, baixando a pressão sanguínea e induzindo a calma, de acordo com um estudo efectuado em 2002.

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Mais recentemente, estudos mostram que a água gelada pode ter efeitos curativos para a depressão, diminuindo os níveis de cortisol agravados pelo pânico e aumentando a norepinefrina e beta-endorfinas. Assim da próxima vez que estiveres perto de alguém que se está a passar, atira-o para dentro de uma piscina, sem pensar duas vezes.