Tu vais querer pensar duas vezes antes de postar a tua próxima actualização no Facebook. Novas pesquisas descobriram que as actualizações de status no Facebook são mais memoráveis do que linhas de um livro ou caras de estranhos.

Afinal, os investigadores descobriram que as atualizações do status do Facebook são uma vez e meia mais memoráveis do que rostos. Estes números representam diferenças marcantes no desempenho da memória, explicam os investigadores.

“Nós ficámos realmente surpresos”, disse Laura Mickes, professora visitante na UC San Diego e pesquisadora sénior na Universidade de Warwick. “Este tipo de falhas na (memória) performance são numa escala, idênticas ás diferenças entre amnésicos e pessoas com memória saudável.”
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“O Facebook é atualizado fortemente 30 milhões de vezes por hora, assim é fácil de negar-lo como cheio de coisas mundanas, peças triviais de informações que vamos esquecer instantaneamente assim que as lermos.” disse Micke. “Mas o nosso estudo altera essa visão na tua cabeça e por fazê-lo, dá-nos um vislumbre realmente útil para os tipos de informação que estamos programados para lembrar.”

Na pesquisa, que foi publicada no jornal Memory and Cognition, participantes estudaram mais de 200 posts de anónimos no Facebook. Os investigadores escolheram posts que eram parecidos, em comprimento, a frases de livros e garantiram que não haviam irregularidades nesses posts que os tornassem mais memoráveis.

“Não só é o ‘efeito Facebook’ na força de memória, mas nós ainda replicámos o efeito cada vez que o examinamos,” explica Christine Harris, professora de psicologia na UC San Diego.

Os investigadores dizem que são alguns os factores que tornam estes posts mais memoráveis, contudo, a maior razão é o facto da comunicação digital ser muito semelhante á forma como as pessoas falam. Por isso, os investigadores acreditam que a semelhança das comunicações online com os discursos do dia-a-dia, tornam os posts mais memoráveis do que linhas de livros, que são compostas com maior cuidado e rigor literário.

“Pode visualizar-se os últimos 5000 anos de escrita meticulosa e cuidada, como a anomalia,” disse Nicholas Christenfeld, um professor de psicologia na UC San Diego. “Tecnologias modernas permitem escrever linguagem mais voltada e próxima ao casual, estilo pessoal de comunicação pré-literária. Este é o estilo que ressoa e é lembrado.”