Uma escola primária em ruínas no bairro do Capalanga, Cuanza Norte em Angola, recebeu uma reforma muito necessária pelos pais e membros da comunidade.

Crianças, professores, encarregados de educação e moradores do bairro da Capalanga, em Angola, descobriram que eram aproximadamente 120 000 pessoas a viver em Capalanga e que 45% destes tinham menos de 15 anos. Este valor correspondeu a 55 000 crianças a precisarem desesperadamente de infra-estruturas escolares.

Existiam apenas 4 escolas primárias para servir as necessidades educativas da comunidade de Capalanga. Pais e membros da comunidade identificaram o acesso á educação como a principal necessidade da comunidade e apelaram ao governo de Angola e organizações sem fins lucrativos, para a construção de uma escola.

A Piaget Development (APDES), uma ONG (organização não governamental), a Embaixada Japonesa e o arquitecto Paulo Moreira da PARAQ Architects, responderam ao pedido da comunidade. APDES visa melhorar o acesso á educação em Angola, através da reabilitação física das estruturas escolares e a implementação de novos métodos de ensino. Moreira, um arquiteto português que vive em Luanda, desenhou a escola a ser construída, usando um método de construção low-cost (de baixo custo), fontes locais e materiais tradicionais. A escola foi desenhada de modo a caber nas estruturas existentes na comunidade.

Após a conclusão, as crianças nomearam a escola de “Palankinha”. Espera-se que a escola triplique o número de professores nas escolas da comunidade e aumentar as suas matriculas para mais de 500 crianças da vizinhança.

A dinâmica comunitária e participativa envolvida na construção das escolas marca o projecto Palankinha como distinto. Não só os pais apelaram para a remodelação da escola, mas eles foram fundamentais como operários nos locais de construção.

Uma nova biblioteca foi inaugurada na escola Palankinha. A biblioteca irá beneficiar com cerca de 500 estudantes.