Para fornecer um serviço completo aos seus residentes, Chaseley Trust — instalações de enfermagem Britânicas alojadas numa mansão á beira-mar — oferece comodidades como uma sala de cinema, um ginásio e uma mesa de bilhar.     De vez em quando, também convidam prostitutas e strippers para prestar o seu serviço a residentes.

“As pessoas têm necessidades,” diz a gerente Helena Barrow, quando questionado pelo The Sun. “Nós estamos lá para ajudar. Nós respeitamos os nossos residentes como indivíduos, é por isso que ajudamos a que estas situações ocorram. Se nos recusarmos, não estamos a prestar um serviço de cuidados completo.”

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A revelação gerou um debate nacional sobre os direitos das pessoas com deficiência e sobre o papel do sexo em instalações assistidas e lares. O East Sussex County Council local iniciou uma investigação nos lares que recorrem ao uso de prostituas e strippers, de acordo com o The Inquisitr.

“Isto tem o potencial de colocar os residentes do East Sussex vulneráveis ao risco de exploração e abuso,” diz o porta-voz do conselho ao The Inquisitr.

Não obstante, Barrow afirma que a prática tem o apoio da equipa de Chaseley, que disse que eles podiam ser assediados sexualmente pelos moradores  — alguns dos quais são jovens de 18 anos e têm condições neurológicas.

“Se tens um residente que faz tentativas com o pessoal da equipa (auxiliares/enfermeiros) uma forma de resolver esse problema é conseguir um trabalhador profissional do sexo, treinado para lidar com estas situações,” diz Barrow ao The Sun. “Na maioria das vezes, estas são pessoas que se sentem frustadas por uma necessidade primordial, que não podem cumprir.”

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O sexo em lares de repouso e assistência, especialmente aqueles com residentes idosos, são desde há muito um assunto tabu, embora algumas atitudes tenham se tornado mais esclarecedoras. Com o facto de haver mais pessoas a viver mais anos, a ter vidas mais saudáveis, a sexualidade entre seniores é agora amplamente compreendida como uma importante parte de uma vida completa e feliz.

A privacidade é um assunto particular entre os residentes de um lar com uma vida sexual activa e aqueles em Chaseley, não são excepção. A equipa de auxiliares conseguiu gerir essa preocupação colocando uma meia vermelha viva na maçaneta da porta do quarto de um residente, como uma espécie de sinal “não incomodar”, quando o residente necessita de um pouco de privacidade, reporta o Daily Mail.

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Uma stripper que visitou o Chaseley — uma profissional que tem por nome artístico Solitaire — já tinha actuado anteriormente na U.K. Royal Society of Medicine, numa conferência sobre sexo e deficiência, onde desempenhou um lap dance a um surdo e a cego, de acordo com o Daily Mail.

Barrow entrou em contacto com Solitaire através dos serviços do TLC Trust, uma organização que faz campanha pelos direitos da sexualidade de homens e mulheres com deficiência.