Não é por acaso que o Champanhe é associado a luxo e riqueza. Este produto é de facto elegante e requintado. O preço e a sua quantidade limitada ditam a qualidade do mesmo. Com isto em mente, vamos mostrar-te umas dicas rápidas que te ajudam a decifrar alguns termos e a escolher a melhor garrafa.

Por norma o Champanhe é feito maioritariamente de três variedades de uva — Pinot Noir (uma variedade tinto), Pinot Meunier (uma variedade tinto relacionada com o Pinot Noir) e Chardonnay (uma variedade branco), os rótulos nas garrafas explicam os seguintes atributos relativos ao conteúdo interior:

  • a doçura do vinho;
  • a idade do vinho;
  • as uvas usadas para fazer o vinho.

Como com qualquer outro produto a linguagem relativa a este realmente importa. Por isso, vamos começar com alguns termos que descrevem a doçura de um Champanhe.

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Bruto

Quanto mais “bruto” for um vinho, mais seco é. Se te estas a perguntar que tipo de bruto preferes, pensa que tipo de vinho branco preferes: seco e fresco para combinar bem com peixe ou frutado e doce para combinar com sobremesas.

Semi-seco

Semi-seco não significa “meio-seco” como o nome indica. Em vez disso, significa que o vinho é na verdade doce. Lógico, não? Assim, se alguém te pedir para trazeres algo para beber para a sobremesa, leva um semi-seco.

Doce

Doce, significa suave. Assim, se o semi-seco significa doce, podes imaginar que o doce refere-se a “dar-te um estalo e derreter-te o coração”, doce melaço, contém mais de 5% de açúcar.

Extra Seco

Ok, esta é confusa. Porquê? Porque espumante “extra seco” é na verdade mais doce do que bruto.

Agora seguem alguns termos que descrevem os tipos de uvas usadas.

Blanc de Blancs 

Traduzido literalmente, isso significa “o branco dos brancos”. Isto significa que as uvas usadas são 100% Chardonnay — vinho branco de uvas brancas. Menos de 5% dos Champanhes são Blanc de Blancs.

Blanc de Noirs

Traduzido literalmente, significa “branco dos tintos”. Isto significa que as uvas usadas são 100% vermelhas — vinho branco de uvas vermelhas (sim, é possível). Este é ainda mais raro do que o Blanc de Blancs.

Rosé

Quando um produtor de vinho deixa a casca das uvas fazerem um breve contacto com o sumo novo já processado durante a primeira fermentação, consegue-se o rosé. (Para os ainda pouco conhecedores é bom ficarem a saber que o que confere a cor ao vinho tinto não são as uvas por si, mas o contacto com as cascas destas). Os Champanhes Rosé, uma categoria pequena, são por norma, mas não sempre, feitos de uma mistura de uvas brancas e vermelhas.

Perceber qual o teu preferido 

Agora que já conheces os termos que se encontram nas garrafas, podes começar a conhecer se preferes um Champanhe bruto ou semi-seco, 100% Chardonnay ou 100% Pinot Noir.

Claro que podes gostar dos dois da mesma forma. O apreciar um Champanhe está também ligado ao estado de espirito do momento, se te encontras mais melancólico, ou mais festivo, por exemplo. Existem muitos outros estilos diferentes de Champanhes — doces e secos, leves e fracos ou ricos e maduros. Consoante a tua disposição escolhe aquele que mais se identifica contigo naquele momento. Se for para acompanhar uma refeição, poderás optar por um mais rico, mais maduro, um estilo dominante  Pinot Noir.

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Perceber a qualidade

O que que por vezes se diz é para se olhar para o tamanho das bolhas — quanto menores as bolhas, melhor, supostamente, é a qualidade do Champanhe.

É verdade que os Champanhes de melhor qualidade devem sempre apresentar um constante fluxo de pequenas bolhas no copo, mas isto é apenas uma simplificação.  Existem inúmeros factores que afectam a qualidade de um Champanhe, incluindo a origem das uvas ou as melhores vinhas, a habilidade da mistura durante a montagem, o tempo de envelhecimento, entre outros.

Agora já te encontras com as ferramentas essenciais para um conhecimento básico sobre o Champanhe, se ficaste interessado podes explorar ainda mais este fantástico produto através do conhecimento dos processos de forma mais intrínseca.