Já todos devem ter constatado – mesmo que não os usem – que os brinquedos sexuais destinados aos homens são quase todos  iguais e feios.

Já as mulheres, têm direito a vibradores que podem ser de diversos tamanhos e formatos: grandes ou pequenos, voltados para a penetração ou uso externo. Já os aparelhos criados para “receberem” um pénis erecto são desconfortáveis, por norma. Mas há um motivo para que tantos produtos masculinos sejam parecidos. Não há muito espaço para inovar se tivermos em conta o factor formato.

Há também algumas questões culturais em jogo. Por mais estranho que pareça, o desenvolvimento dos vibradores ganhou uma forcinha por suposições sociais quanto à sensibilidade da mulher em torno do sexo.

A maioria dos designers de vibradores partem de duas premissas básicas: a primeira é que muitas mulheres reagem melhor à vibração do que à penetração; a segunda é que mulheres têm um certo “nojinho” (falso) de pénis e preferem um brinquedo que se pareça mais com arte moderna do que com um membro de um actor porno.

Os apetrechos masculinos quase sempre são criados para agirem como substitutos. Pénis adoram vaginas e usam os brinquedos só quando uma vagina (ou boca ou bunda) não está disponível. Como resultado, a maioria das fabricantes não se pergunta como criar o melhor produto possível para se dar prazer ao pénis. Perguntam-se como melhor reproduzir as sensações criadas pelo corpo humano – uma tarefa inútil… visto que nada substitui o toque humano.