“Tivemos uma das lutas de libertação mais longas de África, com uma guerra que durou 13 anos. Durante esses anos vivemos a luta nos mais diversos cantos em Angola e no mundo. Não éramos só uma geração de jovens com ideias revolucionárias. Éramos homens e mulheres comuns, de várias gerações, de diferentes regiões de Angola e diversos percursos de vida”. É assim que a equipa por trás da produção descreve  o documentário Independência.imagens

40 anos passados, havia a importância de imortalizar as vivências de quem lutou pela liberdade nacional. A Muitos ainda estão vivos e lúcidos mas muitos já morreram e poucos documentaram o seu percurso ou tiveram a oportunidade de falar do que viveram.

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Realizado pelo jovem Mário Bastos, o filme tem ante-estreia marcada para hoje no Cine Atlântico, em Luanda, às 18 horas e amanhã estará disponível ao público em geral.

O processo de investigação começou em 2010 e recolheu cerca de 600 entrevistas, num total de mais de mil horas de gravação. Angolanos e estrangeiros de várias facções políticas, religiosos ou não, financeiramente abastados ou não, homens ou mulheres, o princípio básico do filme passou pela pluralidade, por forma a que o público tenha uma visão de todas as vertentes sociais, económicas.

De acordo com a produção do filme, “é preciso fazer algo para o presente. Se a memória dos mais velhos é a matéria-prima do documentário, o público-alvo, desde o início, as gerações nascidas depois de 1975, que não conheceram o sistema colonial e pouco sabem do passado.”