Este é um tema controverso, em que dificilmente se chega a um consenso. Muitos falam das suas propriedades medicinais, principalmente no alívio que proporciona em doentes com cancro, outros falam dos malefícios do seu consumo.

Um grupo de investigadores do King’s College de Londres e da Universidade Sapienza de Roma confirmou que fumar liamba danifica de facto o cérebro.

Depois da realização de um estudo conjunto, os investigadores revelam que o consumo desta substância “altera uma parte do cérebro responsável pela comunicação entre os dois hemisférios”.

Os investigadores destacam ainda que o já conhecido aumento do risco de psicose associado ao consumo continuado de liamb pode ser explicado por estas alterações no funcionamento e na estrutura do cérebro.

O investigador português Tiago Reis Marques, que faz parte da equipa do King’s College disse ao Daily Mail que notaram “que os danos eram significativamente maiores entre os grandes consumidores de liamba de alta potência do que nos fumadores ocasionais ou de liamba de baixa potência”.

Os danos provocados pelo consumo desta substância podem resultar em doenças mentais, sintomas psicóticos como alucinações, bem como o abrandamento da atividade cerebral.