Nada distingue a vila de Qunu, na África do Sul, de qualquer outra nos arredores Butterworth. Nem mesmo a colorida casa cor-de-rosa de Nelson Mandela, que desvia todos os olhares das cabanas redondas que a rodeiam.

  Na mesma zona, há ainda um resort esplêndido erigido em homenagem ao ex-presidente da África do Sul. A vida em Qunu é calma e pacífica. É frequente verem-se cabras de um lado para o outro nas ruas do centro da vila, onde há um único posto de combustível e uma ou duas lojas de alimentares pode ser encontrada.    

O Museu Nelson Mandela é a primeira paragem para obter alguns “apontamentos” sobre a sua missão. É um edifício de exposições ainda modesto, recentemente erigido com vista para as pequenas aldeias vizinhas de Qunu.  Nas paredes do museu encontramos fotografias do líder mundial que contam a história de sua vida.  No entanto, a vida de Madiba – onde tudo começou e o impacto que fez – encontra-se muito para além das paredes deste lugar de recordação. O espaço ilustra humildemente os sacrifícios que Nelson Mandela teve de fazer para se tornar nessa importante figura política da cena mundial até aos dias de hoje.  Na legenda de uma das fotos – onde é visto de pé ao lado da sepultura da sua mãe ”sem adornos”, Madiba diz como foi eviscerado por ter faltado ao funeral da sua mãe enquanto estava preso em Robben Island.

Muitas das fotografias têm legendas que mostram um “Pai da Nação” que de certa forma se sentiu um pai ausente da vida dos seus próprios filhos e entes queridos.