Já imaginou viver na casa do Big Brother, onde seria constantemente vigiado? É o que acontece aos norte-coreanos quando navegam na Internet.

A Coreia do Norte usou o software de uso ire Linux para criar o Estrela Vermelha o único sistema operativo usado no país e que não se liga à world wide web – apenas um grupo muito restrito tem acesso à internet a nível mundial.

A Kwangmyong, o nome dado à rede de Internet usada no país, é basicamente um sistema interno (uma intranet, que no mundo ocidental é usada dentro de empresas, por exemplo) e não permite que os utilizadores domésticos acedam a sites estrangeiros.

Em 2014 houve uma fuga para o exterior da versão 3 do Estrela Vermelha e dois investigadores alemães estudaram-no profundamente. Niklaus Schiess e Florian Grunow apresentaram agora a suas conclusões ao congresso Caos Communication, este fim de semana em Hamburgo.

Apesar de o código ser Linux, o sistema operativo é único. A revista online Motherboard explica que “vem com tudo que um utilizador pode precisar, incluindo um processador de texto e software para a criação de música”. Como motor de busca, usaram novamente outra ferramenta de uso livre, um Firefox modificado.

Mas o principal objetivo dos alemães foi investigar as violações da privacidade e o controlo dos utilizadores pelas autoridades. E descobriram que “as funcionalidades implementadas no Estrela Vermelha são o sonho molhado de um ditador à frente um estado super controlador”.

Tão persecutório, que permite “marcar e seguir o percurso de documentos ou ficheiros multimédia”, como filmes, textos ou música ‘subversiva’ vinda do estrangeiro.