Quem nunca comprou uma peça de roupa em segunda mão num “fardo”? Muitas vezes, consegue-se fazer um bom negócio por uma boa peça de roupa, mas no Uganda, por questões de saúde pública, quer-se acabar com este tipo de venda, para evitar que as pessoas usem roupa íntima em segunda-mão.

Mayambala Wafrika, presidente do Congresso Africano Worldwide, um grupo de lobby apartidário, afirma que mais de metade da população de Uganda usa roupas em segunda mão, incluindo roupas íntimas, escreveu o Take Part.

Betty Nabweteme, 33, vende sutiãs em segunda mão numa tenda no maior mercado da Uganda (Foto: Amy Fallon)
Betty Nabweteme, 33, vende sutiãs em segunda mão numa tenda no maior mercado da Uganda (Foto: Amy Fallon)

Os designers locais argumentam que as importações de “fardo”, como é chamado por cá, minam os esforços locais e de activistas para levarem a cabo um projeto de lei apresentado no Parlamento, que proíbe os fornecedores de venderem roupas íntimas em segunda mão.

A maior parte desta roupa, dada por solidariedade, vem dos Estados Unidos. O Uganda importa, pelo menos, 1.500 toneladas anualmente, apenas dos EUA, de acordo com a Comissão de Comércio Internacional. Porém, o Reino Unido e outros países também contribuem. Chamado mivumba ou Mitumba, esta roupa, também é doada por cortesia de lojas ocidentais, que querem se desfazer dos artigos de colecções passadas e que não são vendidos.

O governo também tem alertado a população para a problemática, mas sem sucesso. “O facto de uma pessoa no ocidente vestir uma calcinha ou um sutiã por mais de um ano e, em seguida, deitar fora para o “caixote do lixo da caridade”, que por sua vez será trazido para África para nós  usarmos, é uma vergonha para a nossa sociedade. Algumas roupas de segunda mão são tão sujas, que você pode ver nitidamente manchas de fluidos genitais. Eles colocam sérios riscos para a saúde “, diz Wafrika.