A propagação do vírus Zika tem deixado em alvoroço a comunidade internacional. Nasceu no Uganda em 1947, mas actualmente já chegou a pelo menos 23 países ou territórios na América, África e Oceania. A situação mais grave é a do Brasil, onde o Ministério da Saúde estima que tenha havido entre 497.593 e 1.482.701 casos em 2015. Mas o número de infecções já chegou aos milhares também na Colômbia, El Salvador e Cabo Verde.

Por que com a saúde não se brinca, aqui tens algumas informações sobre o vírus.

O que é?

O Zika é um vírus do tipo flavivirus, transmitido primeiramente pelo mosquito Aedes aegypti. Este vírus foi acidentalmente descoberto no Uganda, em 1947, durante uma vigilância a primatas.

O nome do vírus vem do nome da floresta do Uganda onde o mesmo foi descoberto. Até recentemente, o vírus permanecia confinado a alguns países africanos e na Ásia, com circulação predominante em primatas selvagens e mosquitos Aedes africanus. As infecções humanas eram raras.

Propagação

Mais recentemente, o vírus Zika espalhou-se de África para diversos países da América Latina, através do mosquito Aedes aegypti. Os responsáveis médicos brasileiros estimam que os casos de pessoas infectadas rodem os 440 mil e 1.300.000 em 2015. Em 2016, as transmissões do vírus Zika foram relatadas em 19 outros países ou territórios nas Américas, tais como Colômbia, Salvador, Haiti, Mexico, Panama, Venezuela, Porto Rico, entre outros como se pode verificar no mapa.

Captura de ecrã 2016-01-28, às 19.12.21

Sintomas

Estima-se que 80% das pessoas infectadas com o vírus Zika não apresentem sintomas. Se os sintomas se desenvolverem, estes são por norma moderados e incluem febre, erupções cutâneas, dores nas articulações ou conjuntivites não purulentas. Os sintomas duram por norma alguns dias até uma semana. Sintomas mais graves, hospitalização ou mortes, não são comuns.

Os casos mais graves, no entanto, reportam-se para as transmissões do vírus das mães para os bebés, durante a gravidez, resultando em infecção congénita. As grávidas podem também ser infectadas por relações sexuais ou transfusões de sangue. As mulheres infectadas durante o primeiro trimestre de gravidez, têm desenvolvido microcefalia no feto.

Assim, se suspeitas de algum sintoma, procura um médico e mantém-te alerta.