Giovanni Augusto é um um jovem de 26 anos, licenciado em Ciências da Comunicação, nascido no Lubango e que tem inovado na arte de fazer rap. O hip hop foi o melhor canal que encontrou para “espalhar a palavra de Deus”.

Aos 14 anos, GV Abençoado, como é conhecido artisticamente, começou a fazer rap seguindo os passos de Dji Tafinha, que morava no mesmo bairro, Lage. “Gostava muito de lhe ouvir a cantar foi uma grande fonte de minhas inspirações”, disse à BANTUMEN.

Até que numa determinada altura, GV deixou-se levar pela religião e quis passar a “espalhar a palavra de Deus” de uma forma igualmente prazerosa e mais próxima dos jovens. O gospel foi a sua arma e o rap o seu canal encontrado.

No começo, o novo estilo foi encarado com algum desdém, mas hoje já marca uma posição na cena artística angolana, com nomes como Alaridos, Discípulos, Evangelistas, Exportadores, Elicin ou Cellder a singrarem no rap gospel.

E porque o rap não é apenas “Sexo, Drogas e Massa”, os louvores “rapados” por GV começam a ter algum destaque, exemplo disso são as músicas “Margarida, “Temor” e “Movidos pela Fé” e “Será Que Existe o Amor”.

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Mais recentemente, o rapper lançou “Ser Luz”, com os portugueses Underword e Neuza Lima. O nome refere que “a bíblia relata que devemos ser o sal e a luz do mundo. O cristão tem de marcar a diferença nesta sociedade.“

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Apesar de ser um estilo recente em Angola, o hip hop cristão é um subgénero da música hip hop que surgiu nos anos 1990 e que usa Cristo como tema e tenta expor a fé do compositor, com o fim da evangelização.