Apesar dos três grandes lagos existentes na Tanzânia, a maioria da população não tem acesso a água potável.

Uma das alternativas é a água subterrânea mas a oferta nem sempre é limpa. Resíduos e sistemas de drenagem tóxicos facilmente se infiltram na água, acabando por contaminá-la.

O engenheiro químico e empresário Askwar Hilonga, de 38 anos, conseguiu arranjar uma alternativa prática e simples para poder fazer chegar água potável à população carente.

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Com mais de 33 artigos publicados sobre nanotecnologia, Hilonga desenvolveu um filtro de água que absorve cobre, flúor, bactérias, vírus e pesticidas, que ganhou inclusive o prémio de inovação africano da Real Academia de Engenharia do Reino Unido.

“A sua inovação pode mudar a vida de muitos africanos e pessoas de todo o mundo”, disse um dos juízes, de acordo com a BBC.

Este é um filtro que ”é personalizado. Pode ser adaptado para indivíduos em específico, uso doméstico e comunais “, diz Hilonga.

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“O foco agora é construir o nanofiltro num negócio sustentável e crescente. Lembre-se, não é apenas o produto que está vendendo, mas um serviço conveniente, com testes de água e área-profiling incluído. Alguns concorrentes estão a fazer isso”, diz o engenheiro.

Cerca de 23 empresários já conseguiram adaptar o seu negócio à venda dos filtros de água e chegar à comuna de Karatu.

“O nosso sucesso não são apenas as vendas de filtros. Estamos a planear transformar centros comunitários em “hubs de água”. Aqui a água pode ser purificada e famílias poderão ter acesso à água filtrada limpa a um preço barato “, diz Hilonga.