Chris Rock foi apanhado no meio de um suposto boicote aos Óscares, iniciado por Jada Pinket Smith e Spike Lee, que colocava em dúvida a sua comparência no evento – do qual foi convidado para ser anfitrião.

Chris não só compareceu como fez um monólogo (incrivelmente longo) sobre as questões raciais que têm apontado o dedo a toda a indústria cinematográfica norte-americana.

“Por que estamos a protestar nestes Óscares? São os 88.º prémios da Academia, o que significa que esta coisa de não haver negros nomeados aconteceu 71 vezes”, começou por dizer.

“Aconteceu nos anos 50…60… E se os negros não protestaram antes foi porque estavam demasiado ocupados com coisas à séria para protestar. Estávamos demasiado ocupados a sermos violados e linchados para nos preocuparmos com quem ganhou o Melhor Filme. Quando estás pendurado numa árvore é realmente difícil preocupares-te com o Melhor Documentário”, continuou Rock.

Sobre a questão do boicote, Chris disse: “Eu pensei em desistir [de apresentar o evento]. Pensei muito no assunto. Mas a última coisa que preciso é perder outro trabalho para o Kevin Hart”.

Para reforçar a sua posição: “Na outra noite, estive numa gala de angariação de fundos do presidente Obama – muitos de vocês estavam lá. Havia quatro negros: eu, Quincy Jones, Russell Simmons e Questlove. Os suspeitos do costume. Pensei: ’Senhor presidente, está a ver todos estes escritores, produtores e actores? Eles não contratam negros – mas eles são as pessoas mais simpáticas do planeta.’ Com certeza que Hollywood é racista! Hollywood é uma irmandade racista!”