Equívoco: No sexo oral não se transmitem DST.

Realidade: Claro que se transmitem — e muitos já foram infectados.

De acordo com uma pesquisa norte-americana, cerca de dois terços dos jovens adultos, com idades entre os 15 e os 24 anos, praticam-no e é uma taxa que permanece constantemente em crescimento.

Mas talvez porque o sexo em geral — e o oral em particular — é exercido com preferências pessoais e significado, 27% das mulheres e 24% dos homens não têm a sua primeira experiência com fellatio ou cunnilingus sem ter tido primeiro relações vaginais ou anais, de acordo com o Centro Nacional de Estatística de Saúde Americano.

E a maioria das pessoas — cerca de 71% — considera o sexo oral (OG: oral-genital) como “sexo”, de acordo com Instituto Kinsey da Universidade do Indiana.

Mas além da omnipresença do OG, os parceiros aparentemente não consideram muitas vezes a possibilidade de que este seja um meio de passagem de infecções.

O equívoco de que o sexo oral está livre de risco é generalizado entre os jovens adultos, particularmente adolescentes. E estudos mostraram que é uma das razões mais comuns que eles dão para terem sexo oral em vez do vaginal ou anal (além de não engravidar e preservar a virgindade).

Mas, antes ou depois do acto, as pessoas devem questionar-se e pensar duas vezes:

1 – Podem as DST ser transmitidas através do sexo oral?

2 – O HPV (papilomavirus humano) pode ser adquirido através do sexo oral?

3 – As pessoas com gonorreia faríngica podem transmitir a infecção ao parceiro?

As respostas categóricas? Sim, Sim e SIM!4_74

A lista das doenças transmitidas através do sexo oral incluem clamídia, sífilis, gonorreia, vírus herpes e HPV. Alguns tipos de HPV oral de alto risco podem estar ligados a cancros orofaríngicos, que são mais prevalecentes em homens do que em mulheres.

Contudo, o risco de contrair estas e outras infecções, como HIV, é menor em sexo oral do que em sexo vaginal ou anal, os investigadores ainda estão relutantes em quantificar as diferenças. As variações são demasiadas.

Para te deixar mais ansioso — ou mais cuidadoso — lembra-te que cada DST apresenta um único desafio. Não só a gonorreia, por exemplo, se tem tornado resistente a alguns medicamentos, mas infecções gonorreias faríngicas podem ser mais difíceis de curar do que infecções vaginais.

O Centro para Controlo e Prevenção de Doenças Americano, através da sua Divisão da Prevenção das DST,  faz notar que algumas condições agravam a possibilidade da transmissão oral. Estas condições incluem sangramento das gengivas, aftas, ou fraca saúde oral no geral e feridas na boca ou nos genitais. Até o líquido pré-ejaculatório de um parceiro infectado pode transmitir doença.

Para minimizar o risco de infecção, o Centro de Controlo e Prevenção das DST sugere estratégias como usar preservativo, limitar o número de parceiros sexuais e ter as vacinas do HPV e Hepatite B. É claro que a abstinência também funciona. Previne-te, cuida da tua saúde!