Por mais que se goste da obra, é impossível passar ao lado da faceta obscura do rei da pop. A polícia norte-americana revelou um relatório onde constam factos chocantes da vida de Michael Jackson.

Foram encontrados na casa da estrela, a famosa Neverland, em Califórnia, livros com imagens, revistas e vídeos com crianças nuas. O relatório refere também que os livros encontrados “não se enquadram na definição legal de pornografia infantil”, mas “podem ser usados para convencer” potenciais vítimas, “diminuindo as suas inibições”.

A informação policial agora divulgada mostra “uma imagem negra e assustadora de Jackson”, disse fonte policial ao site norte-americano RadarOnline.

“Os documentos encontrados revelam um homem manipulador, viciado em drogas e predador sexual, que usava sangue, entranhas, imagens explícitas de sacrifício animal e atos sexuais perversos de adultos para submeter crianças à sua vontade”, explicou a mesma fonte.

Michael Jackson também “tinha imagens chocantes e nojentas de tortura de crianças, nudez de adultos e crianças, escravidão feminina e sadomasoquismo”. Segundo o RadarOnline, uma das imagens mais impressionantes é de uma criança a segurar num ganso mutilado e o objeto mais perturbador é um livro erótico chamado Room to Play, que inclui a imagem de uma criança assassinada com uma corda à volta do pescoço.

Os representantes do legado de Michael Jackson fizeram saber em comunicado ao Digital Spy que consideram “falsa” a informação que consta do relatório.

“Tudo nestes relatórios, incluindo aquilo a que o condado de Santa Barbara chama ‘conteúdo que parece ter sido obtido através da Internet ou através de fontes desconhecidas’ é falso e, sem dúvida, foi programado para o aniversário da morte de Michael [que aconteceu há sete anos]. Aqueles que continuam a explorar descaradamente o Michael através do ‘click bait‘ (isco para cliques) desprezível na Internet, esquecem-se que ele foi absolvido por um júri em 2005 de cada uma das 14 acusações que lhe foram feitas numa caça às bruxas falhada. O Michael continua a ser tão inocente desta tentativa de o manchar na morte como o foi em vida, mesmo que não esteja cá para se defender. Basta.”

O sobrinho de Michael Jackson, TJ Jackson — filho de Tito Jackson, antigo membro dos Jackson 5 — também negou a validade das alegações, na sua conta do Twitter: “Não só não há absolutamente nenhuma verdade nesta história, como estou realmente enjoado com estas tretas”.