No dia 11 de Março de 2011 um terramoto de magnitude 9.0 — o pior de sempre a atingir o Japão — abalou o país. Mais de 20 mil pessoas morreram ou ficaram desaparecidas após o terramoto e consequente tsunami, enquanto que outras centenas de milhares perderam as suas casas.

Desde 22 de Abril 2011, as cidades que se encontravam num raio de 12 milhas marítimas da Central Nuclear de Fukushima foram bloqueadas como parte de uma “Zona de Exclusão Vermelha.”

Cinco anos após o desastre, conseguimos uma visão de como se encontra o interior da zona de exclusão, graças a um fotógrafo Malaio, Keow Wee Loong.

Loong, que partilhou as fotografias da sua viagem no Facebook, equipou-se com uma máscara de gás com GPS e Google Maps. Ele entrou na área após ter feito uma pesquisa dos melhores caminhos pela floresta envolvente para evitar as autoridades, de acordo com a Malaysian Digest.

Loong escreveu no seu Facebook: “Quando entrei na zona vermelha, senti uma sensação de ardor nos meus olhos e um cheiro químico espesso no ar.”

Loong admite também que entrou na zona vermelha sem autorização apropriada, pois as autoridades disseram que a aprovação da tal autorização poderia demorar “3-4 semanas.”

Mesmo sem autorização, Loong lançou-se a esta perigosa aventura, pois diz que pretende alertar para os devastadores efeitos do poder nuclear. Além disso, poucas pessoas tiveram acesso aquela área e ele queria ser a pessoa que o iria documentar.

Ele aparece em muitas fotos, graças a um tripé que levou consigo. Aparece como se tivesse ido às compras numa loja, onde tudo foi atirado pelo chão devido aos tremores de terra, a ler revistas ou numa lavandaria e quando se perguntou o porquê de ter composto as suas fotos como se fossem auto-retratos, ele responde: “ Porque uma fotografia sem vidas humanas é uma fotografia sem alma.”

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