Matamba Joaquim é um dos actores africanos que mais trabalhos tem feito na sétima arte em Portugal.

Os primeiros passos da sua formação foram dados no Instituto de Formação Artística (INFA), em Luanda, que o levou aos palcos do Teatro Avenida.

Em Lisboa há mais de 12 anos, uniu-se a Daniel Martinho, Margarida Bento, Giovanni Lourenço, Zia Soares e Ana Rosa Medes para fundar o Teatro Griot, uma companhia constituída maioritariamente por afro-descendentes que explora possibilidades, expressões e implicações da diferença como herança histórica, social e política no discurso e na estética teatral. A explicação sem filtros é: dá visibilidade a talentos que, por diversas razões sociais, acabam por deambular na sombra dos papéis secundários e que vêem os seus participações terminarem demasiado cedo.

Só no ano passado, Matamba passou por quatro produções cinematográficas (Before Dawn, A Ilha dos Cães, O Capitão Falcão e O Lugar que Ocupas), e este ano foi Taiar em Comboio de Sal e Açúcar, que conta a história de um Moçambique de 1989, arruinado pela guerra civil, em que o comboio que fazia a ligação entre Nampula e o Malawi era a única esperança de quem dava a vida em troca de sal e açúcar.

No teatro, até ao dia 31 de julho, o actor fez parte da peça O Lugar por Onde a Vaca Passou, encenado por João Fiadeiro e que fala de uma vaca exilada que se atravessa na vida de um prisioneiro, Prometeu. Na narração, temos vários interlocutores que se aproximam, se afastam e se cruzam, chegando mesmo a sobrepor-se de quando em quando.

Feitas as contas são 16 peças teatrais, quatro filmes, três curtas, três novelas e vários comercias publicitários, tanto para Angola como Portugal. Mas no fim, quando questionado sobre o papel mais importante que já desempenhou, a resposta é imediata: ser pai.

Clica no play abaixo e conhece um pouco mais sobre Matamba Joaquim na primeira pessoa.