The Weeknd concedeu uma entrevista o britânico The Guardian, onde o artista revela o porquê de ter mergulhado no mundo das drogas pesadas para poder dar vida a Starboy, o seu novo álbum.

Em cinco anos, Abel Tesfaye passou do sucesso de Trilogy, confeccionado entre as paredes do seu quarto em Montréal, ao silêncio, onde a sombra ameaçava a criação de um novo trabalho, que viria entretanto a chamar-se Starboy. Em “Sidewalks”, o canadiano relembra um passado difícil, que acabou por ser a chave de maturidade deste novo trabalho discográfico.

Cocaína, Ketamina, MDMA, cogumelos mágicos e outros cocktails de codeína são só alguns produtos que se fizeram presentes durante a sua adolescência e aos quais The Weeknd se afastou para poder se transformar na estrela que é hoje do music hall internacional.

Mas a tirania do silêncio levou-o a um regresso ao consumo de drogas. O resultado foi Beauty Behind The Madness, de 2015, e Starboy, deste ano.

“Vou ser completamente honesto convosco. Para os meus últimos dois álbuns, tive de voltar a mergulhar [no mundo das drogas]. Utilizei a droga como uma bengala, um apoio. Mesmo para este novo álbum, dás por ti com o síndrome da página branca e, por vezes, sentes-te como… tu não o consegues fazer sóbrio”, confessou ao jornal.

Contudo, desta vez, a aventura foi medida. Águas que Weeknd conhece bem e nas quais sobre manter-se na superfície. “Neste momento, sinto-me controlado”. Quando questionado sobre a durabilidade de esse controlo, a resposta é incerta: “Não sei.”

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