Luaty Beirão acaba de lançar o seu primeiro livro, Sou Eu Mais Livre, Então. Diário de um preso político angolano, que conta a história dos 16 activistas detidos em 2015, em Luanda.

Em Junho de 2015, Luaty Beirão e outros 16 activistas foram detidos em Luanda por estarem a ler uma adaptação do livro Da Ditadura à Democracia, de Gene Sharp, e por questionarem publicamente a liderança de José Eduardo dos Santos. A história correu mundo, e provocou revolta contra a atitude despótica do regime angolano. Na prisão de Calomboloca, Luaty Beirão iniciou uma greve de fome que durou 36 dias e que o deixou em perigo de vida. Antes, manteve um diário, escrevendo para preservar a sanidade mental. Estes escritos, que chegam a público pela primeira vez, são um testemunho único da resistência em pleno século XXI.

Durante a sua estadia em Portugal, o rapper e activista vai também passar pela Escola Secundária de Loulé, no sul, no dia 19 de Janeiro, às 10h30. O tema a abordar será essencialmente sobre os direitos humanos e Luaty vai contar com a presença do também activista angolano Marcos Mavungo.