Phoenix RDC ressuscitou das cinzas depois de algum tempo à margem dos holofotes da música, com Caos e Renegado. Mas a sua maturação, enquanto um dos pilares do rap de intervenção nesta nova era que ama o hip hop, está a ser construída passo-a-passo, agora num novo patamar com American Express.

“Este novo trabalho é uma mistura do Caos e do Renegado. Quem ouviu o Caos foi à procura de melodias e refrães bem cantados e no Renegado são refrães mais agressivos. Vai ser uma mistura, com cinco faixas perfeitas”, explicou em entrevista à BANTUMEN.

As músicas ainda não estão todas gravadas, mas a previsão de lançamento está apontada para Março. As participações são de GSON, Kroniko, Ice Thug, Bravo e na produção, além de type beats, há Beatoven, Stone, Gaia Beat e a mistura é de Here’s Johnny.

Phoenix RDC

O primeiro single promocional deste American Express é disponibilizado esta terça-feira, 31, e conta uma experiência pessoal de Phoenix, que o rapper não quis revelar para não estragar a surpresa.

Sobre a possibilidade de vermos o rapper em palco, a ideia de cantar para um público não o conquista: ou tem uma audiência que segue de verdade o que faz e que mostra esse love ou não faz sentido sequer se expor. Phoenix diz-nos que faz música por paixão e não pelo dinheiro ou visualizações. “Eu não vejo o rap como uma cana de pesca. Eu não faço música para agradar aos outros. Eu tenho que me agradar a mim e penso que isso seja o meu boicote. Fui educado a ir buscar a guita de outra forma. Antes de pensar em cantar rap eu já ia buscar a guita. Eu não sou um “kizrapper”, não desrespeitando os outros artistas, por isso é normal não atingir multidões. Não vejo o rap como uma cana de pesca, é uma satisfação pessoal”, afirmou sem gaguejar.

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Escrevo aqui e ali. Gosto de estórias que marcam histórias. Sou de Portugal, com veia cabo-verdiana, dois pés em Angola e coração em França. Africanidade, estilos de vida e música são os temas que me prendem a atenção, mas gosto de me distrair com politiquices e bizarrices.