Os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, no Brasil, foram um dos eventos que mais deu que falar no últimos anos. Não só pela falta de condições, mas pela fraca condição financeira em que o país se encontrava e incerteza que rondou a data de término das construções exigidas pelo comité olímpico.

Seis meses depois, podemos ver o estado em que se encontram as infraestruturas que receberam um dos eventos, mais relevantes do último ano. As avenidas e ruas utilizadas para a recepção das festividades estão em decadência por falta de cuidados e manutenção. O estádio de futebol, conhecido como o Maracanã, está completamente destruído e o relvado impróprio para a prática do desporto. Nas fotos em cima, consegue ver-se o verde da relva a desaparecer e o castanho da terra a sobressair. O velódromo e os campos de ténis foram fechados e o campo de golfe, está em condições deploráveis. Podemos ver, assentos arrancados das bancadas, vidros partidos, tectos no chão por toda a aldeia olímpica. A electricidade foi cortada devido a uma dívida de 948 mil reais e muitos equipamentos electrónicos foram roubados.

Segundo avançou Theresa Williamson, directora executiva da Catalytic Communities, uma organização sem lucro de apoio à pobreza no Rio de Janeiro, cerca de 80 mil pessoas foram removidas das suas casa e alojadas, em outras residências, por causa dos Jogos Olímpicos.

“Na maior parte dos casos, as pessoas vivem agora em situações piores do que anteriormente. As pessoas estão longe de estar nas melhores condições. Qualquer pessoa com que se fale, está numa situação de pobreza”, disse Williamson, em entrevista à AFP.

Se não estás a par da situação, dá uma vista de olhos nas fotos, em cima.