A cidade de Paris, mais propriamente o espaço cultural Grand Palais, vai receber de 3o de Março a 2 de Abril a Art Paris Art Fair, uma feira de arte que vai albergar 149 galerias e 70 artistas de mais de 20 países, e onde África é o grande convidado de honra. Angola vai estar representado por Binelde Hyrcan, Pedro Pires e Kapela Paulo.

Desde 2012 que Art Paris Art Fair forjou a sua reputação explorando cenas de arte estrangeiras que nunca, ou muito raramente, são apresentados em França. Em 2017, depois da Rússia, China, Sudeste Asiático e Coreia do Sul, a Art Paris Art Fair coloca o centro das atenções no continente africano.

Sob a liderança da consultora cultural e curadora da exposição independente, Marie-Ann Yemsi, cerca 70 artistas de mais 20 países, entre eles a África do Sul, Angola, Camarões, Costa do Marfim, Marrocos, Nigéria, Uganda, Senegal, Tunísia e Europa vão mostrar a talentosa geração emergente de artistas do continente africano e da sua Diáspora.

O objectivo é destacar “África, como convidado de honra do evento, é destacar uma perspectiva inédita dos horizontes artísticos africanos contemporâneos, bem como outras visões de influências puramente africanas ou mais abrangentes”, revela a organização do evento.

Do nosso universo lusófono, grande foco sob as apresentações dos angolanos Binelde Hyrcan, Pedro Pires e Kapela Paulo.

Além das exposições monográficas com Mohau Modisakeng, que representará a África do Sul na próxima Bienal de Veneza (Whatiftheworld Gallery), Billie Zangewa (Galeria Afronova) e Mário Macilau (Ed Cross Fine Art), os visitantes terão a oportunidade de ver as grandes obras do representante do Zimbabwe na 56ª Bienal de Veneza, Gareth Nyandoro (Tiwani Contemporary), objectos reutilizados por Romuald Hazoumé (Galeria de Outubro) e as instalações poéticas do artista camaronês Bili Bidjocka no stand da Afriart Gallery/l’Agence à Paris.

As galerias ocidentais que vão estar presente terão exposto o trabalho dos seus artistas africanos, em particular o senegalês Omar Ba (Galerie Daniel Templon), o sul-africano Kendell Geers (ADN Galeria) e os artistas representados por Magnin-A (Omar Victor Diop, Chéri Samba e Bodys Isek Kingelez).