O Kriol Jazz Festival, evento anual cabo-verdiano que termina este sábado, vai pagar oito por cento de receitas das vendas dos bilhetes à Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) pelos direitos autorais, distinguindo-se assim como o primeiro festival de música do país a fazer este pagamento.

A informação foi avançada por Djô da Silva, director da produtora Harmonia, organizadora do evento que já vai na sua nona edição. Segundo explicou o produtor, este primeiro pagamento foi baseado nas vendas dos bilhetes da edição de 2016, em que foram vendidos cerca de 1800 bilhetes a 1500 escudos (13,5 euros), ou seja, 2700 mil contos (24.300 euros).

Tendo em conta que a SCM não tem ainda uma tabela definida, sublinhou que vão pagar direitos autorais para todas as músicas que foram usadas dentro do KJF, que este ano homenageia o violinista Humberto Bettencourt “Humbertona”.

Djô da Silva indicou que desde o início do KJF sabia da importância que os direitos autorais têm para os artistas, autores, e para um país e que, o facto de serem o primeiro a pagar os direitos dos autores, é um acto “normal e nada de outro mundo” e é algo que faz parte do mundo musical do qual faz parte.

“Não fizemos este pagamento mais cedo, porque não havia uma sociedade representativa e a cobrar os direitos como deve ser”, enfatizou.

Para a presidente da SCM, Solange Cesarovna, hoje é um dia de “vitória” para a SCM e para Cabo Verde com este primeiro pagamento por parte de um festival de música, “que está a cumprir com uma obrigação legal”.