Sette Sujudade é o artista que dá a voz aos Scúru Fitchádu, a banda que transforma o funaná e o punk numa mistura homogénea. A BANTUMEN teve a oportunidade de entrevistar Sette, para poder perceber melhor como surgiu esta simbiose improvável entre dois estilos de origens e sonoridades completamente distintos.

A vontade de fazer parte de uma banda desde sempre esteve presente, mas os primeiros passos na música foram dados através do hip hop. No entanto, a sua essência era a música africana que ouvia em casa e o punk e o metal que na década de 1990 estavam tanto em voga. “Sempre gostei de música mais arisca, mais agressiva dos anos ’90. Era maluco por The Prodigy. E fui formando o meu ‘eu’ artístico. E se me ficasse apenas pelo hip hop não ia ser fiel ao que acredito. Eu sabia que ia fazer algo mais fora da caixa”, explicou-nos.

A ideia de misturar dois géneros musicas tão diferentes surge pela adoração que sempre teve pelo funaná. “É quase como um blues. O funaná é uma forma de arte, uma manifestação.” E a influência do punk, do dubstep e do bass music formaram assim os Scúru Fitchádu.

Sette Sujidade avisa que o produto final não é para o ouvido de qualquer um. É para quem souber apreciar. Para perceberes melhor, vê o vídeo da entrevista acima.

Escrevo aqui e ali. Gosto de estórias que marcam histórias. Sou de Portugal, com veia cabo-verdiana, dois pés em Angola e coração em França. Africanidade, estilos de vida e música são os temas que me prendem a atenção, mas gosto de me distrair com politiquices e bizarrices.