A projeção do filme Cônsul de Bordéus e a apresentação da coprodução luso-cabo-verdiana Os dois irmãos, que está a ser gravada em Cabo Verde, assinalam terça-feira, na cidade da Praia, o 43º aniversário da revolução de 25 de Abril. Numa iniciativa do Centro Cultural Português na Praia, será exibido o filme O Cônsul de Bordéus, baseado na vida de Aristides de Sousa Mendes e realizado por Francisco Manso e João Corrêa.

O Cônsul de Bordéus é protagonizado por Vítor Norte, no papel de Aristides de Sousa Mendes, o diplomata português que, à revelia de António de Oliveira Salazar, atribuiu cerca de 30 mil vistos a refugiados perseguidos pelo regime nazi, em 1940.

Será ainda apresentado o filme Os dois irmãos, uma coprodução luso-cabo-verdiana do realizador Francisco Manso, baseada no livro com o mesmo nome do escritor cabo-verdiano Germano Almeida.

O filme, rodado em várias localidades do interior da ilha de Santiago, é totalmente interpretado por actores cabo-verdianos e conta com a banda sonora de Tito Paris.

Na apresentação, marcarão presença o realizador Francisco Manso e o escritor Germano Almeida.

Produzido pela Take 2000, o filme conta com financiamento do governo cabo-verdiano, que acredita irá dar um importante contributo na promoção do país.

“Existe uma boa parceria entre os produtores, actores e cineastas portugueses e cabo-verdianos, e isso deixa uma escola, uma aprendizagem muito importante, além de ser a forma de conquistarmos palcos do cinema internacional”, considerou na semana passada o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, durante uma visita ao local das gravações.

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, afirmou que a gravação do filme “Os dois irmãos” de Germano Almeida vai ajudar Cabo Verde a conquistar o cinema e a promover a cultura do país além-fronteiras.

A convite do ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, o chefe do Executivo esteve na localidade de Rincão, em Santa Catarina (Ilha de Santiago) para assistir às gravações deste filme, produzido pela Take 2000, em parceria com o Governo de Cabo Verde.

O governo acredita que este “casamento” entre a literatura e o cinema vai abrir novas portas para os actores e pessoas ligadas à produção, que ganharam mais qualificação com essa experiência, mas também abre portas para novas produções.