“Num mundo onde dezenas de milhares de páginas são publicadas online a cada minuto e a cada dia, há novas maneiras de as pessoas tentarem burlar o sistema”, escreveu Ben Gomes, vice-presidente de Engenharia da Google.

A empresa considera que o problema das referidas “notícias falsas”, resultantes de manipulações tecnológicas, é “diferente em relação às questões do passado”, pois nesses casos são necessárias “mudanças estruturais” no motor de busca com um impacto no longo prazo.

“Parece que uma pequena parte das pesquisas no nosso tráfego diário (cerca de 0,25%) dá resultados ofensivos ou claramente enganosos”, referiu.

Para resolver esta situação, o motor de buscas do Google vai concentrar-se em melhorar os métodos de avaliação de conteúdos e actualizar o seu algoritmo que procura obter um resultado “bem documentado”.

No mês passado a Google actualizou as suas diretrizes de qualidade para os avaliadores, que já têm exemplos mais detalhados de páginas de baixa qualidade que devem reportar, uma mudança que ajuda a denunciar estes conteúdos.

“A partir de hoje, nós tornámos muito mais fácil para as pessoas apontarem directamente os conteúdos inadequados”, disse Gomes.

A Google disponibilizou recentemente, a nível global, o marcador de verificação de factos (‘fact check’) no Google Notícias e no modo notícias da pesquisa Google.