Mastercard estuda solução para o fim do dinheiro vivo

O futuro está cada vez mais perto e o dinheiro físico de dia para dia vai se tornando uma maneira cada vez menos usual de pagarmos as nossas contas. Em 2016, na Suécia, apenas 2% das transações foram feitas em dinheiro, e segundo os especialistas estes valores vão cair para os 0,5%.

O estudo recente aponta para que o povo sueco será o primeiro a tornar-se cashless, em 2030.  Ou seja, o primeiro país a operar sem ser em dinheiro vivo, por agora tudo está no bom caminho, na Suécia os transportes públicos não podem ser pagos em dinheiro vivo, e o número de assaltos diminui no espaço de três anos, de 110 para 16.

Nos países nórdicos, a Dinamarca acompanha esta tendência que pode ser uma forma de combate à economia negra do país, que ronda os 15%. A Associação de Banqueiros dinamarquesa acredita que o fim do dinheiro vivo vai poupar tempo e custos às empresas.

Segundo o El Mundo, nem tudo é uma vantagem, os pagamentos eletrónicos facilitam no que toca à fraude fiscal, na Suécia os números de crime fiscais aumentaram.  De forma a combater esta situação, a Mastercard apresentou um cartão de crédito que só pode ser utilizado depois de confirmada a impressão digital .

Em 2019, a nível mundial espera-se que 2,7 mil milhões de utilizadores de smartphones realizem mais de 200 mil milhões de transações anuais. O objectivo passa por apostar em parcerias com startups e empresas para estudar o desenvolvimento de novas opções de pagamento digital.

 

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