Todos sabemos que o futuro que imaginávamos nos idos 1990 estão cada vez mais próximos. Inteligência Artificial, carros autónomos e agora os carros que são verdadeiros computadores sobre rodas, estão cada vez mais perto de fazer parte do nosso dia-a-dia, é o que diz Tony Seba, professor de economia da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

 O norte-americano estudou o mercado automóvel e escreveu um relatório, Rethinking Transportation 2020-2030, que se tornou viral no círculo de defensores de medidas mais amigas do ambiente. As conclusões do estudo, publicadas pelo The Telegraph, indicam que as pessoas vão deixar de conduzir carros movidos a energias não renováveis, trocando o diesel e a gasolina pela eletricidade, num espaço de tempo de oito anos apenas.

“O preço do petróleo vai cair para os 22 euros por barril. A Rússia, Arábia Saudita, Nigéria e a Venezuela vão ficar em apuros”, escreve o relatório. Marcas como a Ford ou General Motors terão que se reinventar e se adaptarem aos novos desafios do mercado. A Google, Apple e o grupo tecnológico da Foxconn estão em vantagem. “A Silicon Valley é onde a ação está a acontecer e não em Detroit [General Motors], Wolfsburg [Volkswagen], nem no Japao [Toyota].”

Esta mudança de formato é impulsionada pela tecnologia, e não por políticas climáticas, segundo o economista.