Kroniko fala sobre novo álbum “ESTIGMA” e do seu crescimento como artista

Finalmente chegou o álbum ESTIGMA do rapper Kroniko, depois de vários dias de promoção nas redes sociais e de divulgar singles como “Dias Cinzentos” e “Life”. Em conversa à BANTUMEN,rapper falou sobre o processo criativo deste seu novo álbum, das pessoas que estiveram ao seu lado e da ambição de atingir mais público ainda.

A primeira pergunta que fizemos a Kroniko foi o porquê deste título e rapidamente respondeu: “ESTIGMA é aquela marca, aquela cicatriz no corpo. A minha cicatriz é o Hip Hop, como tal não podia ter encontrado melhor nome para dar ao disco.”

Este álbum para si é uma continuidade do anterior, Retrospectiva, que lançou em 2016, e que foi o cartão de chegada para Kroniko depois de quase dois anos parado. Com o projecto ESTIGMA a mensagem é mostrar o seu caminho e as suas aventuras em diversos moods que estão em sons como o “Trex” ou baladas como “Dias Cinzentos,” com CatBoto.

“Mudaram imensas coisas desde o Retrospectiva. Ganhei uma maturidade diferente no ESTIGMA como músico. Limei bastante as arestas do meu skill e aprendi muito com o pessoal que me acompanhou ao longo destes oito meses. Aprendi a ganhar e a perder, porque às vezes é preciso perder para ganhar.”

Foram oito meses a explorar novas sonoridades para trazer ao público vibes novas e compostas por batidas diferentes de faixa para faixa. Para que isso acontecesse, Kroniko convocou os produtores habituais com quem tem mais confiança e com quem trabalhou mais vezes ao logo da sua carreira. Foram convidados nomes como Beatoven, Prodlem e Juicy. Destaque ainda para a pequena participação de um produtor norte-americano, TheWinnerCircle.

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ESTIGMA é um álbum de trap que tem dez faixas num total de 41 minutos e que conta com convidados como Mike El Nite, Phoenix Rdc, Kosmo Da Gun, Kaps, Dulplex e Cat Boto. Kroniko não deixou nada ao acaso e cada um destes artistas complementa cada instrumental da maneira perfeita.

“Foram todos escolhidos a dedo. Antes de mais admiro todos os artistas como pessoas, depois cada um deles tem o seu próprio brilho e a sua própria maneira de casar com os beats. Posso dizer por exemplo, a CatBoto traz a magia necessária com aquela voz assim como o Phoenix traz um batalhão de energia com a garra dele. Aqui, foi cada um no seu lugar a dar o seu melhor.”

A criação de um projecto é sempre um trabalho árduo, cansativo e de muita triagem sonora. Escolhem-se beats, escrevem-se letras, são horas e horas no estúdio mas nem sempre entram todas as faixas. “O ESTIGMA passou por uma fase de selecção em diversos sons, mas lá está, são coisas que fazem parte quando estás a trabalhar numa escala na qual trabalhei. Quando o que importa é extrair o melhor dos melhores.”

A música é um meio muito poderoso e com ela Kroniko quer chegar aos ouvidos do público que ainda tem por conquistar. O artista acredita no produto final e que aos poucos e com naturalidade essa meta pode ser atingida: “Falta chegar aos ouvidos certos só isso. Porque de resto o produto final fala por si, a música tem esse poder!”

O álbum ESTIGMA de Kroniko já está disponível em todas as plataformas digitais habituais.

 

TRABALHO DE PRETO
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Tiago Firmino

Nascido e criado na Margem Sul do Rio Tejo, tenho formação profissional em Jornalismo, na ETIC, em Lisboa. Com 24 anos, tenho mil e um objectivos, mas o dia só tem 24 horas.