Yoga nas escolas pode ser uma possibilidade em Portugal e Índia

A prática do Yoga nas escolas pode ser uma arma para a melhoria do aproveitamento e comportamento dos alunos. É o que defende a Confederação Portuguesa do Yoga que quer ver incluída esta actividade física no currículo escolar, tendo já efectuado a proposta aos governos de Portugal e Índia, de onde o Yoga é originário.

A confederação, que tem no país 44 centros de yoga (‘áshrama’), com milhares de alunos, tem realizado projectos e investigações em escolas portuguesas, obtendo “resultados excelentes”, afirmou o responsável da organização, em entrevista à Lusa a propósito do Dia Internacional do Yoga, que se assinala esta quarta-feira, 21.

Veiga e Castro referiu que as autoridades indianas “já estão a avançar” para a introdução do yoga no ensino e, nesse sentido, considerou “muito interessante” a visita, no início do ano, do primeiro-ministro português, António Costa, à Índia. No próximo sábado, o chefe do governo indiano, Narendra Modi, visitará Portugal.

Também a embaixadora da Índia em Lisboa se afirma empenhada no ensino do yoga às crianças portuguesas. “Acredito firmemente que, se conseguirmos ensinar as crianças, elas poderão recorrer ao yoga quando têm situações stressantes”, disse à Lusa a diplomata, Nandini Singla, que sublinhou que esta prática “não exige qualquer equipamento” e “pode fazer-se em qualquer lado”, permitindo “baixar o nível de stresse”.

Ela própria uma praticante de yoga, comentou que “hoje em dia, é muito difícil manter as crianças afastadas das tecnologias, mas elas também lhes dão ferramentas necessárias”.

“O desafio é conseguir que usem as tecnologias sem perderem a capacidade de se concentrarem ou sem terem défice de atenção. Nesse aspeto, o yoga é de um enorme valor, porque ensina a focar-se, sem saltar a atenção de uma coisa para outra”, disse, acrescentando: “Se as crianças forem treinadas desde cedo, é um aspeto que dura para sempre”.

A Confederação tem ainda um quarto objectivo: que o dia 21 de Junho seja consagrado pelas Nações Unidas como o primeiro Dia Global da Humanidade, “24 horas sem derramamento de sangue em todo o planeta, pela viabilidade do ADN humano, por um planeta e humanidade saudáveis”.

“Devemos tomar consciência de que vivemos num planeta comum, com um ADN, que somos uma raça que tem de coexistir e de usar soluções diplomáticas para resolver os conflitos, ou até reduzi-los”, defendeu Jorge Veiga e Castro.

As comemorações do Dia Internacional do Yoga, que decorrem este ano pela primeira vez após a declaração desta prática como Património da Humanidade, arrancam hoje com uma sessão aberta na sede da comunidade hindu, em Lisboa, ao final da tarde.

 

TRABALHO DE PRETO
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BANTUMEN c/ agências

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