Zara e H&M assumem ligação directa à poluição ambiental

Zara, H&M e Marcs & Spencer estão em maus lençóis ao serem associadas à utilização de viscose produzida em fábricas poluentes na Ásia. Quem avançou a informação foi a organização Changing Markets Foundation depois de visitar dez produtores da substância, também conhecida como seda artificial.

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A investigação levada a cabo pela organização decorreu na China, na Índia e Indonésia. O grupo de investigadores encontrou danos ambientais graves como a poluição do ar e poluição da água através de resíduos tóxicos. Segundo o publicado em relatório, as marcas retalhistas estão ligadas ao processo de desenvolvimento desta poluição.

As três marcas não negam responsabilidades e, quando contactadas pelo jornal britânico The Gaurdian, admitiram que as consequências da produção de viscose é um dos grandes problemas do mundo da moda. Zara, H&M e Marcs & Spencer adiantaram ainda que estão a explorar opções alternativas a este produto.

A viscose, apesar de ser feita a partir de árvores de crescimento acelerado e regenerativas, é uma fibra não natural. As condições em que os trabalhadores das fábricas de produção trabalham são decadentes. Diariamente absorvem dissulfeto de carbono, uma toxina inflamável e altamente associada a doenças cardíacas e a problemas de pele.

Além dos graves danos que provocam aos seus trabalhadores, as fábricas de produção colocam em perigo as comunidades em seu redor, seja na China, na Índia ou na Indonésia. Outros químicos que estão envolvidos nesta produção são o hidróxido de sódio e o ácido sulfúrico.

Por isso o relatório apresentado pela Changing Markets Foundation exige que sejam retiraas estas duas toxinas do processo e que a produção de viscose ocorra num ciclo fechado.

TRABALHO DE PRETO
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